O BTG Pactual (BPAC11) tem tratativas encaminhadas para assumir, ainda em 2026, a operação do contrato do Nubank Parque até o fim de 2044. A informação foi apurada por Leonardo Barbieri, do Nosso Palestra. O negócio ainda não foi confirmado e o papel da WTorre na nova estrutura permanece em discussão.
O contrato de exploração da arena foi firmado entre Palmeiras e WTorre por 30 anos. Durante esse período, o clube recebe parcelas progressivas das receitas geradas pelo estádio. Ao término do acordo, em 2044, o Palmeiras passará a ter a gestão integral da operação e dos recursos provenientes do local.
Acordo em negociação
Segundo o Nosso Palestra, ainda existem pendências sobre a permanência da WTorre e sobre uma eventual redução de sua participação. Os demais termos são mantidos em sigilo pelas partes. Procurados pelo site, BTG e WTorre não quiseram se manifestar.
A possibilidade de mudança já havia sido antecipada em abril pelo jornalista Lauro Jardim, de O Globo. Na ocasião, a informação era de que o BTG deveria assumir o controle do contrato, enquanto a WTorre permaneceria na operação com participação reduzida, conforme relato publicado pelo MKT Esportivo. A apuração mais recente indica que essa composição ainda não está fechada.
A influência do BTG sobre o ativo aumentou depois que a Enforce, gestora de créditos do grupo, comprou do Banco do Brasil (BBAS3) cerca de R$ 650 milhões em dívidas da WTorre ligadas à construção da arena.
O banco também participou da aprovação da troca dos naming rights. O acordo com a Allianz foi encerrado e o Nubank (ROXO34) passou a dar nome ao estádio, rebatizado como Nubank Parque.
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Receitas do Palmeiras
Pelo contrato atual, o Palmeiras tem direito a percentuais crescentes das receitas de eventos, lojas, estacionamento e alimentação. O cronograma parte de 20% nos primeiros cinco anos e chega a 45% no último período do acordo.
Nas receitas de naming rights, cadeiras e camarotes, a participação do clube varia de 5% a 30%, também com avanço a cada cinco anos. Após 2044, toda a gestão e as receitas passam ao Palmeiras.
Se a transação avançar, o BTG assumirá papel central em um ativo sobre o qual já exerce influência financeira. A definição sobre a WTorre e a formalização do acordo, porém, continuam pendentes.






