A Frasle Mobility (FRAS3) registrou lucro líquido de R$ 88 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 82,1% em relação ao mesmo período de 2025 e quase o dobro do trimestre anterior.
O Ebitda ajustado somou R$ 282,3 milhões, avanço de 18,4% em um ano. A margem chegou a 20,4%, ganho de 2,9 pontos percentuais e a maior marca trimestral da história da companhia.
A receita líquida ficou em R$ 1,385 bilhão, alta de apenas 1,8%. O descompasso entre receita e rentabilidade tem origem no câmbio: a cotação média do dólar recuou 10,9%, o que reduziu a conversão das vendas externas.

Câmbio tira da receita e devolve no custo
O mesmo movimento que encolheu o faturamento internacional barateou insumos importados. O custo dos produtos vendidos caiu para 64,4% da receita, e a margem bruta subiu 3,5 pontos percentuais, para 35,6%.
Em moeda constante, a receita teria alcançado cerca de R$ 1,449 bilhão, crescimento de 6,5%. O efeito cambial desfavorável foi estimado em R$ 64,1 milhões pela companhia.
O mercado interno cresceu 8,6%, para R$ 684,4 milhões, com a normalização das operações na unidade de Extrema, que havia sido afetada pela migração do sistema de gestão no início do ano. O mercado externo caiu 4,1% em reais, embora tenha subido 7,5% em dólares.
Estrutura de capital e retorno ao acionista
A dívida líquida recuou para R$ 1,277 bilhão, queda de 35,1% em um ano, e a alavancagem passou de 2,2 para 1,3 vez o Ebitda. A necessidade de capital de giro caiu de 95 para 62 dias.
O fluxo de caixa livre voltou ao positivo, em R$ 170,3 milhões, ajudado pela liberação de capital de giro e por investimentos 54,1% menores, de R$ 22,4 milhões. A companhia anunciou pagamento de R$ 69,8 milhões em juros sobre capital próprio para 24 de agosto.
O ROIC subiu para 14,6%, ante 11,2% um ano antes. O ROE, porém, recuou de 15,2% para 12,0%, refletindo base patrimonial maior. As ações fecharam a R$ 20,65 no dia da divulgação, com valor de mercado 22% menor que o de um ano atrás.






