A Allos (ALOS3) firmou compromissos de compra e venda de participações em sete shopping centers de seu portfólio com o Kinea ALLOS Malls FII (KAML11), em uma operação que prevê cap rate médio de aproximadamente 9,5%. O negócio, anunciado nesta sexta-feira (23), está condicionado à captação de pelo menos R$ 600 milhões pelo fundo, cuja oferta pública de cotas teve início em 22 de outubro de 2026. A captação poderá alcançar R$ 1 bilhão, caso seja distribuído o volume máximo da oferta.
A transação envolve participações em empreendimentos localizados em diferentes regiões do país e faz parte da estratégia de parceria entre a Allos e a Kinea para desenvolver uma nova vertical de negócios voltada à gestão de fundos imobiliários de shopping centers.
O percentual efetivamente vendido de cada empreendimento dependerá do volume final captado pelo KAML11. A Allos poderá negociar fatias que variam de 5% a 70% nos ativos incluídos na operação, conforme os limites previstos para cada shopping.
Sete shopping centers integram a operação
O portfólio negociado reúne participações em sete empreendimentos administrados pela Allos. O Shopping Metrô Santa Cruz concentra a maior faixa potencial de participação a ser vendida, entre 49,5% e 70%. No Caxias Shopping, o percentual varia de 41% a 65%.
Os demais ativos incluídos no negócio são Bangu Shopping, Shopping Parangaba, Plaza Sul Shopping, Shopping Villa Lobos e Shopping Tamboré.
Veja as faixas de participação previstas para a operação:
- Shopping Metrô Santa Cruz: de 49,5% a 70%;
- Caxias Shopping: de 41% a 65%;
- Bangu Shopping: de 8% a 18%;
- Shopping Parangaba: de 20% a 29%;
- Plaza Sul Shopping: de 9% a 22%;
- Shopping Villa Lobos: de 6,5% a 12%;
- Shopping Tamboré: de 5% a 7%.
Pagamento será feito à vista e em parcelas
O pagamento pelas participações adquiridas será dividido em duas etapas. O fundo pagará 80% do preço à vista, após o encerramento da oferta pública, enquanto os 20% restantes serão quitados em três parcelas iguais, com vencimentos em 24, 36 e 48 meses.
A Allos pretende deter até 24% das cotas do KAML11. A participação final dependerá dos procedimentos de alocação e, quando aplicável, de rateio no âmbito da oferta.
Os acionistas da companhia registrados ao fim do pregão de 22 de outubro de 2026 terão prioridade na alocação de cotas, conforme as condições estabelecidas no prospecto definitivo da oferta.
A conclusão da transação depende, além da captação mínima, do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de operação.
Allos continuará administrando os shoppings
Mesmo com a transferência de participações nos empreendimentos, a Allos continuará responsável pela administração dos shopping centers envolvidos e poderá manter participação direta em parte dos ativos.
Inicialmente, uma subsidiária da companhia atuará como consultora imobiliária do fundo. Após obter a habilitação necessária para exercer a função, passará a atuar como cogestora do KAML11, em conjunto com a Kinea.
O acordo também prevê mecanismos para ampliar a atuação conjunta das empresas no mercado imobiliário. O fundo terá direito de primeira oferta para adquirir participações em shopping centers do portfólio da Allos e poderá participar, ao lado da companhia ou da Kinea, de futuras aquisições de ativos imobiliários destinados à atividade de shopping centers, respeitadas determinadas exceções.
A parceria inclui ainda obrigações de não competição relacionadas à gestão e à consultoria de fundos imobiliários do segmento. A Allos ficará sujeita a um período de bloqueio de seis meses para negociação das cotas do fundo.
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