O Bitcoin hoje (21) opera em forte alta e se aproxima dos US$ 67 mil, apoiado pela retomada das entradas nos ETFs à vista negociados nos Estados Unidos. Por volta das 11h56, a criptomoeda avançava 2,42%, cotada a US$ 66.791,86, segundo dados do Google Finance.
A valorização colocou o BTC na parte superior da faixa de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil. Um rompimento sustentado dessa região pode abrir espaço para uma alta até os US$ 72 mil, segundo análise de Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin.
O preço também recebe suporte da melhora do fluxo institucional. Os ETFs americanos completaram cinco pregões consecutivos de entradas líquidas, acumulando aproximadamente US$ 727,5 milhões no período.
Bitcoin hoje avança na resistência dos US$ 67 mil
O Bitcoin começou a sessão na região dos US$ 65,2 mil e ganhou força ao longo da manhã. A cotação chegou a se aproximar dos US$ 66,9 mil, maior nível do dia até o horário da consulta.
A alta confirmou a superação dos US$ 65 mil e levou a criptomoeda para a região técnica apontada pelo Mercado Bitcoin como o principal teste de curto prazo.
“O movimento é importante porque o BTC conseguiu avançar acima dos US$ 65 mil, entrando de vez na zona de resistência que vínhamos destacando entre US$ 65 mil e US$ 67 mil. Um rompimento consistente acima dela pode abrir espaço para o Bitcoin buscar a próxima zona de preço, próxima dos US$ 72 mil”, afirma Tota.
Uma valorização até esse próximo patamar representaria um ganho próximo de 10% em relação aos níveis recentes. Antes disso, porém, o Bitcoin precisa sustentar fechamentos acima dos US$ 67 mil para confirmar a superação da resistência.
Caso volte a perder força, a faixa dos US$ 65 mil passa a funcionar como primeira região de suporte. Abaixo dela, a média móvel de 200 semanas, próxima dos US$ 63 mil, volta ao radar.
ETFs acumulam US$ 727,5 milhões em cinco pregões
O principal fator de sustentação para a alta vem dos ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos. Na segunda-feira (20), os fundos receberam US$ 226,8 milhões em entradas líquidas.
Com o resultado, os produtos completaram cinco pregões consecutivos de captação positiva, a maior sequência desde o fim de abril. No período, as entradas somaram cerca de US$ 727,5 milhões.
A recuperação contrasta com as oito semanas consecutivas de resgates registradas anteriormente. Naquele intervalo, os investidores retiraram mais de US$ 8 bilhões dos ETFs, na pior sequência desde o lançamento dos produtos, em 2024.
“Nas últimas duas semanas, os fluxos voltaram a ficar positivos. Agora, com uma nova semana começando com entrada forte, aumenta a chance de estarmos vendo uma redução relevante da pressão vendedora institucional”, avalia Tota.
Segundo o executivo, ainda é cedo para afirmar que houve uma reversão definitiva. A sequência positiva, porém, indica que os ETFs deixaram de funcionar apenas como fonte de vendas e podem voltar a dar suporte à cotação.
Ethereum se aproxima dos US$ 2 mil
Entre as principais altcoins, o Ethereum também acompanha a recuperação do mercado. O ativo acumulava alta superior a 7% em sete dias e negociava perto de US$ 1.930.
A marca de US$ 2 mil aparece como a principal resistência psicológica para o ETH. A superação desse patamar pode fortalecer a recuperação da segunda maior criptomoeda do mercado.
O Ethereum também tem recebido suporte do aumento da demanda institucional, das tesourarias corporativas e do avanço de aplicações ligadas a stablecoins, tokenização e finanças descentralizadas.
Petróleo perto de US$ 90 ainda oferece risco
Apesar da alta do Bitcoin, o cenário geopolítico continua sendo o principal risco externo. Estados Unidos e Irã mantêm ataques no Oriente Médio, enquanto mediadores tentam negociar um novo cessar-fogo.
O ponto mais sensível continua sendo o Estreito de Ormuz. Segundo o Mercado Bitcoin, o tráfego na região caiu para aproximadamente dez navios por dia, ante cerca de 100 embarcações antes do conflito.
O Catar apresentou uma proposta de cessar-fogo por dez dias, que incluiria o fim das restrições ao transporte marítimo. Até o momento, porém, não há uma solução definitiva.
A limitação do fluxo de embarcações mantém o petróleo Brent próximo de US$ 90 por barril. A commodity mais cara pode aumentar as pressões inflacionárias e dificultar uma postura mais branda do Federal Reserve.
Esse cenário pode limitar a valorização dos ativos mais sensíveis à liquidez. Até agora, contudo, a retomada das compras pelos ETFs ajudou o Bitcoin a absorver a pressão externa.
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CLARITY Act volta ao radar do mercado cripto
No campo regulatório, investidores acompanham o avanço das negociações em torno do CLARITY Act nos Estados Unidos. O projeto busca estabelecer um marco federal para o mercado de ativos digitais.
A proposta pretende definir a classificação dos criptoativos, as atribuições dos reguladores e as regras aplicáveis a corretoras, stablecoins, finanças descentralizadas e tokenização.
As negociações avançaram após discussões sobre regras éticas relacionadas aos ganhos de autoridades públicas com criptoativos. Ainda existem divergências sobre programas de rendimento com stablecoins e sobre o apoio necessário no Senado.
Em mercados preditivos, a probabilidade de aprovação da proposta em 2026 subiu para aproximadamente 41,5%. Caso o projeto avance antes do recesso legislativo de agosto, a maior clareza regulatória pode se tornar outro fator favorável para o setor.
No curto prazo, porém, o principal teste permanece nos US$ 67 mil. A combinação entre entradas nos ETFs e sustentação acima dessa região será determinante para definir se o Bitcoin terá espaço para buscar os US$ 72 mil.






