O Bitcoin hoje (7) opera em queda marginal, em um dia marcado pela maior venda de BTC já feita pela Strategy, antiga MicroStrategy. Por volta das 17h03, a criptomoeda caía 0,35%, cotada a US$ 63.777,58, segundo dados do Google Finance.
A empresa informou a venda de 3.588 bitcoins, em uma operação de aproximadamente US$ 216 milhões. O negócio chamou atenção porque a Strategy foi, durante anos, vista pelo mercado como uma compradora estrutural de Bitcoin e uma das principais defensoras da tese de acumulação corporativa do ativo.
Apesar da notícia sensível, o Bitcoin conseguiu se manter acima da média móvel simples de 200 semanas, próxima de US$ 62,8 mil. Para analistas, esse patamar segue como referência técnica importante para confirmar se a recuperação recente terá continuidade ou se o ativo voltará a testar suportes mais baixos.
Bitcoin hoje: Strategy faz maior venda de BTC da história
A Strategy divulgou a venda de 3.588 BTC, em uma operação de cerca de US$ 216 milhões. Segundo a Boost Research, foi a maior venda de bitcoins da história da companhia.
A operação ocorreu entre 29 de junho e 5 de julho. Parte dos bitcoins foi vendida a preço médio de US$ 59.256 e outra parcela a US$ 60.773. O caixa será usado para cobrir dividendos de ações preferenciais e outros compromissos financeiros da companhia.
Mesmo após a venda, a Strategy segue com 843.775 BTC em caixa e continua sendo a maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo. Ainda assim, a operação altera a percepção do mercado.
Durante anos, a companhia foi vista quase exclusivamente como uma fonte recorrente de demanda por Bitcoin. Agora, investidores passam a considerar que vendas pontuais também podem fazer parte da gestão de capital da empresa.
Para o Mercado Bitcoin, o ponto mais relevante é que o mercado conseguiu absorver a venda sem romper a recuperação recente do BTC, o que indica presença de demanda mesmo diante de uma notícia sensível.
ETFs têm segundo dia seguido de entrada
Outro dado observado pelo mercado foi o fluxo dos ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos. Os produtos registraram o segundo dia consecutivo de entrada líquida positiva, com captação de aproximadamente US$ 265,7 milhões.
Dois dias seguidos de entrada não aconteciam desde 4 e 5 de maio. O dado ainda não permite afirmar que houve reversão de tendência, já que os ETFs completaram recentemente oito semanas consecutivas de fluxo semanal negativo, a pior sequência desde o lançamento desses produtos em 2024.
Ainda assim, a repetição de entradas líquidas é um sinal positivo depois de semanas em que os ETFs atuaram como uma das principais forças vendedoras do mercado.
Para o Bitcoin sustentar a recuperação acima dos US$ 60 mil e buscar a faixa entre US$ 65 mil e US$ 67 mil, a melhora dos fluxos institucionais será uma variável importante.
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Ormuz, dólar e ata do Fed seguram apetite por risco
Para André Franco, CEO da Boost Research, o curto prazo ainda exige cautela. O mercado global começou a semana com maior aversão a risco após nova tensão no Estreito de Ormuz, que levou o petróleo Brent em direção a US$ 73.
O dólar também se firmou depois da fraqueza vista na semana anterior, apoiado pela recuperação dos juros dos Treasuries. Esse ambiente reduziu parte do apetite por ativos de risco antes da divulgação da ata do Fed, prevista para quarta-feira.
“O Bitcoin, cotado aproximadamente em US$ 63.000, com leve alta em 24 horas e ganho de cerca de 6% na semana, apresenta expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente positiva”, afirma Franco.
Segundo ele, a faixa provável de oscilação no curtíssimo prazo fica entre US$ 61,5 mil e US$ 65 mil. O cluster de resistência entre US$ 65,5 mil e US$ 67 mil é o nível a ser rompido para consolidar a recuperação. Já a perda da mínima de US$ 61,3 mil reabriria o caminho para os suportes de US$ 60 mil e US$ 58 mil.
Ethereum avança com compras da BitMine
Entre as altcoins, o destaque segue com o Ethereum. Segundo o Mercado Bitcoin, o ETH sobe cerca de 12,6% nos últimos sete dias e negocia perto de US$ 1.775.
Além da melhora do mercado cripto, o ativo foi favorecido por notícias de acumulação institucional. A BitMine Immersion Technologies, empresa de tesouraria em Ethereum presidida por Tom Lee, da Fundstrat, comprou mais 42.197 ETH na última semana, em uma operação de aproximadamente US$ 73 milhões.
Com isso, a companhia passou a deter 5,74 milhões de ETH, o equivalente a cerca de 4,8% da oferta circulante do Ethereum. A empresa afirma ter cerca de US$ 11,1 bilhões em criptoativos e outros investimentos.
A leitura é relevante porque mostra que a tese de tesourarias corporativas em cripto não está mais restrita ao Bitcoin. No caso do Ethereum, a narrativa combina reserva de tesouraria, staking, stablecoins, DeFi, tokenização e expectativas positivas em torno do roadmap de longo prazo da rede.
Regulação e tokenização também entram no radar
A agenda regulatória continuou movimentada. Na Europa, a Ripple obteve licença plena sob o MiCA em Luxemburgo, destravando a operação em 30 países europeus. A autorização ocorre após o fim do período de transição da nova regulação, em 1º de julho.
Nos Estados Unidos, a Securitize estreou na NYSE após fusão com uma SPAC e tokenizou suas próprias ações no primeiro dia de negociação, em Avalanche e Solana. A empresa administra mais de US$ 4 bilhões em ativos on-chain e é uma das principais plataformas de infraestrutura para tokenização.






