O Bitcoin hoje (29) opera próximo da estabilidade, após defender uma região técnica considerada importante pelo mercado. A criptomoeda permanece acima da média móvel simples de 200 semanas, situada perto dos US$ 63,5 mil, enquanto os investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve.
Por volta das 12h41, o Bitcoin avançava 0,14%, cotado a US$ 63.937,88. Ao longo do dia, o ativo oscilou entre aproximadamente US$ 63,6 mil e US$ 64,6 mil, mas perdeu parte da recuperação durante a tarde.
Apesar da sustentação do suporte, o BTC ainda acumula queda de aproximadamente 2,3% nos últimos sete dias, após não conseguir romper a faixa de resistência entre US$ 65 mil e US$ 67 mil.
Bitcoin hoje defende suporte dos US$ 63,5 mil
O principal sinal técnico desta quarta-feira foi a defesa da média móvel simples de 200 semanas, atualmente próxima dos US$ 63,5 mil.
O Bitcoin chegou a perder temporariamente a região dos US$ 63 mil nos últimos pregões, mas encontrou demanda compradora e recuperou parte das perdas. Nesta quarta-feira, a cotação voltou a se aproximar dos US$ 64,6 mil antes de perder força.
Segundo Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, a capacidade de manter o ativo acima da média de 200 semanas preserva um cenário construtivo no curto prazo.
“Enquanto o BTC sustentar a região dos US$ 63,5 mil, segue vivo o cenário de nova tentativa de recuperação em direção aos US$ 65 mil a US$ 67 mil”, afirma.
A perda consistente desse suporte, por outro lado, poderia ampliar a pressão vendedora e recolocar os US$ 60 mil como principal faixa de atenção.
Decisão do Fed pode aumentar volatilidade
A reunião do Federal Reserve é o principal evento acompanhado pelo mercado nesta quarta-feira.
A manutenção da taxa básica americana continua sendo o cenário mais provável. No entanto, a análise do Mercado Bitcoin aponta que o mercado atribui uma probabilidade de aproximadamente 35,8% para uma elevação de 0,25 ponto percentual.
Nesse cenário, os juros passariam para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano. A ausência de um consenso amplo aumenta o risco de uma reação mais intensa dos ativos após a decisão.
“Quando não há consenso, qualquer decisão tende a surpreender uma parte relevante dos investidores”, explica Tota.
Petróleo perto de US$ 90 volta a pressionar
O Bitcoin também enfrenta a retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a forte recuperação das cotações do petróleo.
O Irã lançou mísseis contra alvos ligados às forças americanas na Jordânia, rompendo a pausa temporária nas hostilidades diretas observada nos últimos dias. Segundo as informações apresentadas na análise, os projéteis foram interceptados e não provocaram mortes ou danos estruturais nessa ofensiva específica.
Ao mesmo tempo, ações iranianas contra embarcações comerciais e petroleiros mantêm o fluxo pelo Estreito de Ormuz muito abaixo do normal.
Antes da escalada, aproximadamente 100 embarcações atravessavam diariamente a passagem. Atualmente, o volume estaria próximo de dez navios ou menos por dia.
O aumento do risco sobre a oferta levou o petróleo Brent de volta à região dos US$ 90 por barril. Petróleo mais caro pode pressionar combustíveis, transportes e cadeias produtivas, dificultando a desaceleração da inflação.
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Bitcoin resiste à queda das ações de tecnologia
Outro fator de cautela veio das bolsas asiáticas, especialmente das empresas ligadas à produção de semicondutores.
Ações de companhias como SK Hynix e Samsung sofreram fortes quedas após resultados corporativos não corresponderem às expectativas elevadas para o setor de inteligência artificial.
O Kospi, índice de referência da Coreia do Sul, registrou uma sessão de perdas acentuadas. Desde a máxima histórica alcançada em junho, o indicador acumula uma correção expressiva.
Em outros momentos de julho, quedas intensas nas ações de tecnologia foram acompanhadas por perdas no mercado de criptomoedas. Nesta quarta-feira, porém, o Bitcoin conseguiu preservar a região de suporte e operar próximo da estabilidade.
“O ponto interessante é que, diferente do padrão observado em outros momentos de julho, o Bitcoin não acompanhou o colapso dessas ações”, avalia Tota.






