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Bitcoin hoje cai mais de 2% com tensão em Ormuz e ata do Fed no radar

Bitcoin hoje cai mais de 2% com tensão em Ormuz e ata do Fed no radar

Criptomoeda perde força com piora geopolítica, alta do petróleo e expectativa pela ata do Federal Reserve, mas ainda preserva parte da recuperação recente

O Bitcoin hoje (8) opera em queda, pressionado pela volta das tensões no Estreito de Ormuz e pela cautela antes da ata do Federal Reserve. Por volta das 10h43, a criptomoeda recuava 2,23%, cotada a US$ 61.915,90, segundo dados do Google Finance.

A baixa ocorre em um dia de maior aversão a risco, com investidores monitorando a escalada entre Estados Unidos e Irã, a alta do petróleo e o impacto potencial sobre a inflação no mundo. Para o mercado cripto, o receio é que uma nova pressão nos preços de energia reacenda apostas de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos.

Apesar da queda, o Bitcoin ainda preserva parte da recuperação recente. Segundo o Mercado Bitcoin, o ativo acumula alta superior a 6% nos últimos sete dias e segue próximo da região dos US$ 62 mil, embora a perda desse patamar possa voltar a abrir espaço para pressão vendedora no curto prazo.

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Bitcoin hoje: Ormuz volta a pressionar cripto

A tensão geopolítica voltou a pesar sobre os ativos de risco. Autoridades americanas afirmaram que o Irã atacou um terceiro navio comercial no Estreito de Ormuz, após dois episódios registrados no dia anterior. O caso ocorreu depois do fim do acordo temporário entre Estados Unidos e Irã para suspender ataques na hidrovia.

Em resposta, os Estados Unidos anunciaram uma nova série de ataques contra alvos iranianos, alegando retaliação às ofensivas contra embarcações comerciais. O presidente Donald Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã “acabou”, reforçando a percepção de que o risco geopolítico voltou a aumentar.

O impacto mais direto apareceu no petróleo, que voltou a subir com força. Esse canal é importante para o Bitcoin porque energia mais cara pode dificultar o processo de desinflação, elevar expectativas de juros e reduzir o apetite por ativos sensíveis à liquidez.

Segundo Fabricio Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, a reação do BTC ainda mostra alguma resistência diante de um evento geopolítico relevante.

“O ponto positivo é que, até agora, o Bitcoin tem mostrado certa resiliência. Diante de uma notícia geopolítica relevante, o mercado poderia ter reagido com uma queda mais intensa”, afirma Tota.

Petróleo mais caro reacende temor com juros

A alta do petróleo voltou a ser uma das principais preocupações do dia. Segundo o Mercado Bitcoin, o barril se aproximou dos US$ 75 e acumulou alta superior a 8% na semana, em meio ao aumento do risco no Oriente Médio.

O problema para os ativos de risco é que petróleo mais caro tende a pressionar a inflação. Se essa alta persistir, investidores podem voltar a precificar um Federal Reserve mais duro, com juros elevados por mais tempo.

Na semana passada, o mercado havia reduzido a probabilidade de duas novas altas de juros nos Estados Unidos, após dados mais fracos do mercado de trabalho e sinais de menor pressão inflacionária. Essa leitura ajudou o Bitcoin a recuperar a região dos US$ 60 mil.

Agora, a tensão em Ormuz devolve parte da incerteza. Para o mercado cripto, a sequência é direta: mais risco geopolítico pode significar petróleo mais caro, inflação mais resistente, juros mais altos e menor disposição para comprar ativos como Bitcoin.

Ata do Fed pode definir próximo teste do Bitcoin

Além da geopolítica, investidores aguardam a ata do último FOMC, que será divulgada nesta quarta-feira. O documento pode trazer detalhes sobre a discussão interna do Federal Reserve e mostrar se o comitê está mais preocupado com inflação ou com sinais de desaceleração no mercado de trabalho.

Para André Franco, CEO da Boost Research, o mercado chega travado à divulgação da ata, com investidores tentando entender o peso do payroll fraco de junho sobre a próxima decisão de juros.

Segundo ele, a ata será analisada em busca de pistas sobre a força do consenso dentro do Fed antes da decisão de 28 e 29 de julho. Na reunião anterior, o banco central americano manteve os juros, mas indicou uma postura ainda dura nas projeções dos dirigentes.

“Uma ata mais suave que o esperado é o gatilho capaz de destravar o teste da resistência ainda nesta semana”, afirma Franco.

Na leitura da Boost Research, o Bitcoin segue com expectativa de curtíssimo prazo neutra a levemente positiva enquanto se mantiver próximo da média móvel de 200 semanas, na região dos US$ 62,8 mil. A perda do suporte de US$ 62 mil, porém, pode reabrir caminho para a faixa de US$ 58,3 mil.

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Tether investe R$ 100 milhões no Mercado Bitcoin

No Brasil, o destaque estrutural do dia veio do anúncio de investimento estratégico de R$ 100 milhões da Tether no Mercado Bitcoin. A Tether é emissora do USDT, maior stablecoin do mundo.

Os recursos serão destinados a frentes como infraestrutura de pagamentos, investimentos tokenizados, crédito, mercados de capitais on-chain, parcerias estratégicas e expansão internacional.

O investimento também fortalece a agenda de tokenização. O Mercado Bitcoin já atua em ativos tokenizados, e o capital pode acelerar produtos que conectam o mercado financeiro tradicional ao ambiente on-chain.