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Quais as expectativas para o balanço da Vale (VALE3)? Confira

Quais as expectativas para o balanço da Vale (VALE3)? Confira

Balanço trimestral da Vale ($VALE3) gera expectativas otimistas com aumento de receita, apesar de queda de 40,4% no lucro líquido previsto. BTG Pactual mantém recomendação de compra.

O balanço trimestral da Vale (VALE3) será divulgado amanhã (26). Com a forte elevação do minério de ferro nos últimos meses, o mercado espera que a mineradora apresente bons resultados.

Apesar das expectativas otimistas, há um sinal de alerta para a Vale. Segundo o jornal Valor Econômico, o lucro líquido previsto da empresa para este trimestre será de US$ 2,654 bilhões, representando uma redução de 40,4% em comparação ao 3TRI22.

Em relação à receita, o mercado projeta um valor de US$ 10,832 bilhões, indicando um aumento de 9,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. Quanto ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), a média das estimativas é de US$ 4,597 bilhões, refletindo um crescimento de 25,4% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior.

As estimativas do Valor são uma compilação das projeções feitas pelo Itaú BBA, Citi, Santander e outra corretora de valores. 

O lucro previsto variou entre US$ 2,463 bilhões e US$ 2,813 bilhões, enquanto as estimativas de receita variaram de US$ 10,755 bilhões a US$ 10,885 bilhões. Quanto ao Ebitda, as projeções dos bancos oscilaram entre US$ 4,534 bilhões e US$ 4,646 bilhões.

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BTG observa dados poluídos no 3TRI23, mas mantém compra

Em relatório publicado no dia 18 de outubro, o BTG Pactual (BPAC11) relatou que os dados de produção da Vale do 3TRI23 apresentavam um conjunto confuso de número de produção. Apesar disso, o banco de investimentos destacou que essas discrepâncias têm pouco impacto na narrativa negativa em torno da tese.

De acordo com o BTG Pactual, embora a produção de minério de ferro tenha ficado 4% abaixo da projeção, as vendas e os preços alcançados atenderam plenamente às expectativas da empresa, que considera esses aspectos os mais significativos. 

A divisão de metais básicos teve um desempenho fraco, resultando na revisão para baixo do guidance de produção de cobre em 15 ktpa, estimando agora entre 315-325 ktpa, embora seja considerado marginal.

No entanto, a análise do BTG Pactual indica que o cenário geral permanece praticamente inalterado, principalmente devido ao histórico macroeconômico do minério de ferro, com preços superiores a US$ 110 por tonelada, o que tem ajudado a Vale a compensar seus desafios internos. A empresa está pronta para entregar um crescimento trimestral do Ebtida de cerca de 15%, totalizando US$ 4,6 bilhões.

“Acreditamos que o cenário para os próximos meses parece interessante: com estímulo chinês ganhando forma, os mercados de minério de ferro deficitários, sem sinais de restrições relevantes à produção de aço na China e a Vale preparada para distribuir dividendos extraordinários sobre o acordo VBM no 1T24”, explica o relatório. 

Portanto, o BTG Pactual acredita que, apesar dos contratempos mencionados, os mercados provavelmente se concentrarão no cenário geral otimista da Vale, mantendo sua recomendação de compra.