A Axia (AXIA3), ex-Eletrobras, prepara sua entrada no segmento Novo Mercado da B3 ($B3SA3) para as próximas semanas. A informação foi adiantada durante a teleconferência de resultados com analistas após a divulgação do balanço da companhia referente ao primeiro trimestre do ano. Apesar disso, os papéis da companhia de energia recuam forte, sendo uma queda de mais de 5%, a R$ 58,37.
O Novo Mercado representa o mais alto nível de governança corporativa da bolsa brasileira, reunindo empresas que adotam práticas mais rígidas de transparência e proteção aos acionistas do que aquelas exigidas pela legislação nacional.
Criado no ano 2000, o segmento foi desenvolvido com o objetivo de elevar os padrões de governança das companhias listadas, fortalecendo a confiança dos investidores e ampliando a atratividade do mercado de capitais brasileiro.
As empresas que integram o Novo Mercado precisam cumprir uma série de exigências relacionadas à administração, divulgação de informações financeiras e direitos dos acionistas minoritários.
Mudanças na transição
A companhia informou mudanças no processo de sucessão do CEO Ivan Monteiro, cujo mandato está previsto para durar até abril de 2027. Como parte da transição, a empresa criou uma Vice-Presidência Executiva temporária, cargo que será ocupado por Élio Wolff a partir de junho de 2026, com vigência até 30 de abril de 2027.
Segundo a companhia, durante o período de transição Wolff passará a concentrar o reporte de áreas operacionais consideradas estratégicas. Já as áreas de Finanças e Relações com Investidores, Jurídico e Governança e Sustentabilidade continuarão subordinadas diretamente ao CEO.
A empresa destacou ainda que a nova estrutura organizacional já recebeu aprovação em assembleia, reforçando o avanço do processo de sucessão na administração.
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Como foi o balanço
A Axia registrou lucro líquido de R$ 2,631 bilhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de R$ 354 milhões apurado no mesmo período do ano anterior, em meio ao forte desempenho de suas operações de geração de energia.
Considerando os números ajustados, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 3,707 bilhões entre janeiro e março. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente pela performance do segmento de geração, além da disciplina na gestão de custos operacionais.
O Ebitda regulatório ajustado somou R$ 8,6 bilhões no trimestre, avanço de 60% em relação ao primeiro trimestre de 2025.






