O Ibovespa futuro opera em baixa de 0,3% nesta sexta-feira (14) com o petróleo ditando o humor dos mercados. As tensões no Oriente Médio sustentam o viés de alta da commodity, enquanto os investidores aguardam as vendas no varejo dos Estados Unidos, indicador capaz de recalibrar as apostas para os juros americanos.
Os índices futuros em Nova York operam mistos e próximos da estabilidade. O comportamento repete o das bolsas europeias e asiáticas, sem direção única, com o setor de tecnologia sustentando os ganhos em alguns mercados.
No câmbio, o dólar recua ante as moedas fortes. Os rendimentos dos Treasuries sobem nos prazos mais longos, movimento que costuma respingar nas curvas de juros dos emergentes. O minério de ferro fechou em alta de 0,42%, a ¥ 710,5 por tonelada, equivalente a US$ 105,36.
Lei de Reciprocidade pesa no apetite doméstico
Por aqui, a abertura deve ser cautelosa. O exterior menos definido, o petróleo em alta e a pressão dos Treasuries formam uma combinação pouco convidativa para quem opera risco.
A atenção local segue voltada ao processo aberto pelo governo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, resposta às tarifas impostas ao País. O ruído comercial tende a segurar o apetite por ativos brasileiros enquanto a disputa não tiver contornos mais claros.
Com a agenda doméstica de indicadores esvaziada, Ibovespa, real e juros devem reagir ao trio commodities, cenário externo e nova leva de balanços corporativos.
Análise técnica: suporte perdido, pressão mantida
O Ibovespa segue com viés de baixa no curto prazo após perder a região dos 168 mil pontos, que agora passa a atuar como referência de resistência em eventual repique.
O IFR ainda trabalha em patamar fraco, embora com tentativa pontual de estabilização, sugerindo que o movimento segue pressionado. Enquanto não recuperar 168 mil pontos, o índice pode manter espaço para buscar a região de 164.400 pontos.







