A PwC identificou que 38% dos CEOs brasileiros consideram suas empresas muito ou extremamente expostas à instabilidade macroeconômica. O resultado integra a 29ª CEO Survey, superando a média global de 31%.
No Brasil, a instabilidade aparece à frente de outras ameaças apontadas pelos executivos, como a disrupção tecnológica, mencionada por 31%, e a inflação, por 29%.
Os dados foram retomados pela Scopi, desenvolvedora de software de planejamento estratégico, em uma análise sobre a preparação das empresas para 2027. A empresa relaciona a percepção de risco à dificuldade de conciliar as demandas da operação com decisões sobre o futuro dos negócios.
Curto prazo ocupa mais da metade da agenda dos CEOs
A pesquisa mostra que os líderes brasileiros dedicam, em média, 57% da agenda usual a assuntos com horizonte inferior a um ano. Temas de médio prazo ocupam 32%, enquanto questões com horizonte de cinco anos ou mais ficam com 11%.
A concentração nas demandas imediatas é maior no Brasil do que na média mundial. Globalmente, os CEOs destinam 47% do tempo ao curto prazo e 16% ao longo prazo.
Outro resultado do levantamento aponta que 51% dos executivos brasileiros afirmam que suas empresas passaram a competir em novos setores nos cinco anos anteriores à pesquisa.
Na análise da Scopi, essa ampliação das áreas de atuação acrescenta decisões sobre investimentos, mercados e distribuição de recursos à agenda das lideranças. A empresa defende que essas escolhas sejam reavaliadas ao longo do ano, em vez de ficarem restritas à elaboração do plano anual.
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Para a desenvolvedora, reconhecer os riscos econômicos precisa vir acompanhado de metas, indicadores atualizados e responsáveis definidos. A proposta é manter o acompanhamento dos resultados durante a execução do plano, permitindo ajustes quando as condições de mercado mudarem.
“Os números confirmam o que vemos nas empresas: a instabilidade não elimina a necessidade de planejamento, ela exige um planejamento vivo, acompanhado de perto, com indicadores e responsáveis claros para sustentar decisões rápidas sem perder a direção estratégica”, afirma Marcos Kayser, CEO e cocriador do Scopi.
A empresa também defende reunir as informações estratégicas para facilitar a identificação de desvios e a revisão dos planos de ação. Em sua avaliação, acompanhar objetivos e resultados de forma contínua ajuda a transformar o diagnóstico de risco em decisões sobre as prioridades do negócio.
A pesquisa da PwC ouviu mais de 4.400 executivos em 95 países, entre 30 de setembro e 10 de novembro de 2025. Os dados refletem as percepções coletadas naquele período.






