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Ultrapar negocia a 9,8 vezes o lucro projetado, e BTG mantém recomendação de compra

Ultrapar negocia a 9,8 vezes o lucro projetado, e BTG mantém recomendação de compra

O banco vê espaço para a continuidade do crescimento dos resultados e da geração de caixa

A Ultrapar (UGPA3) negocia a cerca de 9,8 vezes o lucro projetado para 2027, segundo o BTG Pactual, que reiterou sua recomendação de compra para as ações da companhia. O banco vê espaço para a continuidade do crescimento dos resultados e da geração de caixa, com potencial para sustentar dividendos com retorno de um dígito alto a dois dígitos baixos. Nesta terça-feira, porém, as ações da Ultrapar recuavam cerca de 2%.

Em relatório de prévia do terceiro trimestre de 2026, o BTG estima que a companhia registre Ebitda de aproximadamente R$ 3,3 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho da Ipiranga. As operações da Ultragaz e da Ultracargo devem apresentar resultados mais estáveis ou sofrer pressão sobre as margens.

A recomendação de compra é sustentada por três fatores principais: a perspectiva de resultados operacionais robustos, a forte geração de fluxo de caixa livre e a baixa alavancagem financeira. O banco também destaca a manutenção dos subsídios aos combustíveis importados como um elemento importante para sustentar o desempenho da distribuidora.

Ipiranga impulsiona resultados da Ultrapar

A Ipiranga deve ser o principal destaque do balanço, com Ebitda estimado em R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre. O BTG projeta margem de aproximadamente R$ 350 por metro cúbico, favorecida pela combinação de fornecimento da Petrobras e importações beneficiadas por subsídios.

O volume comercializado deve crescer cerca de 9% na comparação anual, para aproximadamente 6,75 milhões de metros cúbicos. Para o quarto trimestre, o banco espera que o desempenho positivo da distribuidora continue contribuindo para o crescimento dos resultados e a geração de caixa do grupo.

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A projeção para a geração de caixa livre destinada aos acionistas é de aproximadamente R$ 900 milhões no terceiro trimestre. A estimativa considera um aumento de cerca de R$ 500 milhões no capital de giro, associado principalmente a recebíveis de subsídios e à dinâmica de financiamento de fornecedores.

Com isso, a relação entre dívida líquida e Ebitda deve se aproximar de 1 vez, nível que, na avaliação do banco, reforça a capacidade financeira da companhia e pode favorecer a distribuição de proventos.

Ultragaz e Ultracargo enfrentam pressão

Na Ultragaz, o BTG prevê crescimento de 0,5% no volume vendido em relação ao mesmo período do ano anterior e Ebitda ajustado de R$ 470 milhões. A operação ainda enfrenta um ambiente desafiador nos segmentos de gás liquefeito de petróleo (GLP) envasado e a granel.

Na Ultracargo, o aumento dos volumes movimentados deve ser parcialmente compensado por margens menores, diante de uma composição menos favorável de receitas e de tarifas médias mais baixas nas novas bases. A estimativa do banco é de Ebitda de R$ 151 milhões, abaixo do resultado do segundo trimestre.

Apesar dessas pressões, o BTG avalia que a força da Ipiranga deve sustentar o desempenho consolidado da Ultrapar. A combinação de geração de caixa, endividamento controlado e perspectivas favoráveis para a principal operação da companhia mantém a visão positiva do banco para as ações.

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