A Ark Investment reduziu participação no Twitter.
O microblog comandado por Elon Musk não está em seus melhores dias, com a fuga de receita, o impacto da concorrência e o descontentamento dos usuários.
O executivo adquiriu a plataforma em outubro do ano passado por “míseros” US$ 44 bilhões depois que os acionistas forçaram a compra por meio da Justiça.
Isso porque o empresário havia se prontificado em adquirir o empreendimento, pediu algum tipo de auditoria para confirmar receitas e volume real de usuários e, na sequência, voltou atrás.
Por conta disso, a diretoria anterior recorreu à Corte e, em um primeiro momento, Musk chegou a debochar da iniciativa, mas, logo se viu obrigado a honrar o negócio.
Não bastasse isso, ele ainda teve o ímpeto de lançar uma enquete para saber se os usuários estavam contentes com sua gestão à frente do microblog, e o retorno foi um ruidoso “não”.
Desta forma, precisou buscar um talento às pressas para colocar na linha de frente da empresa. A escolhida foi a executiva de mídia Linda Yaccarino, atual CEO.
Apesar de toda a bagagem que ela trouxe para dentro da firma sediada em San Francisco (CA), a saída espontânea de engenheiros, somado ao volume de profissionais demitidos, deixou a plataforma instável.
Ou seja, bastaram apenas nove meses para que a Ark Investment Management, uma das principais investidoras de tecnologia, reduzisse o valor de sua participação no Twitter em 47%.
Para piorar, isso se dá em um momento em que a rede social sofre com a queda de anunciantes.
Twitter na contramão
Todo este panorama indica que o Twitter anda na contramão do mercado de tecnologia, cujas empresas estão alcançando alguma recuperação, depois de um “inverno sombrio” no Vale do Silício.
A firma de investimentos comunicou, ao mercado, que “leva muito a sério o valuation justo e, por conta disto, teve que fazer o write down”, termo que designa uma baixa, ou desinvestimento.
Também disse que “a redução não é representativa de nossa perspectiva fundamental e crença no retorno de longo prazo do investimento que acreditamos que terá para nossos acionistas.”
No último sábado o próprio Musk informou, em publicação no Twitter, que o microblog perdeu 50% de sua receita de publicidade e trabalha, neste momento, com fluxo de caixa negativo.
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Concorrência não dá trégua
Na última semana Mark Zuckerberg lançou o Threads para concorrer com o Twitter e o Truth Social, do ex-presidente Donald Trump, já está na praça, à disposição dos interessados.
Se nos primeiros meses após a aquisição Musk colocava pressão nos funcionários, cobrava mais horas de trabalho e demitia para mostrar força, o jogo virou. Agora, para segurar os empregados mais qualificados, ele oferece pequena participação na empresa. Por enquanto, a apatia na sede da firma do passarinho azul é generalizada.
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