A atividade empresarial dos Estados Unidos acelerou em agosto e atingiu o ritmo mais forte desde abril de 2022, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira (21) pela S&P Global. O PMI composto americano subiu de 54,5 pontos em julho para 56 pontos, maior nível em 52 meses.
Leituras acima de 50 pontos indicam expansão da atividade. A melhora foi impulsionada principalmente pelos serviços, cujo índice avançou de 54,6 para 56,8 pontos, alcançando o maior patamar em 20 meses. O resultado compensou a perda de força observada na indústria.
“Os negócios nos Estados Unidos estão em forte expansão, com as empresas relatando o crescimento mais rápido da produção em mais de quatro anos até agora no terceiro trimestre. Os dados da pesquisa apontam atualmente para um crescimento anualizado próximo de 3%, acima do ritmo de 1,5% registrado no segundo trimestre”, afirmou Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence.
A demanda apresentou crescimento robusto nos dois setores, embora os novos pedidos tenham desacelerado na indústria e ganhado força nos serviços. As expectativas para a produção nos próximos 12 meses também melhoraram pelo terceiro mês consecutivo e alcançaram o maior nível desde novembro de 2025.
Segundo a S&P Global, a confiança aumentou diante do volume de pedidos acumulados, das consultas de clientes, dos planos de expansão e da diminuição das preocupações com os efeitos econômicos das tarifas e do conflito no Oriente Médio.
Indústria desacelera em agosto
O PMI industrial recuou de 53,9 pontos em julho para 53,2 em agosto, menor leitura em cinco meses. Já o índice de produção das fábricas caiu de 53,9 para 51,9 pontos, atingindo o nível mais baixo em 13 meses.
A desaceleração foi associada à redução da formação preventiva de estoques e às dificuldades no fornecimento de matérias-primas. Os prazos de entrega voltaram a aumentar de forma acentuada devido a atrasos no transporte, tarifas comerciais e menor disponibilidade de produtos nos fornecedores.
“A dinâmica do crescimento mudou da indústria para os serviços entre o segundo e o terceiro trimestres. Enquanto a redução da formação de estoques de segurança e os atrasos no fornecimento limitam a produção das fábricas, o setor de serviços desempenha agora um papel central na expansão dos Estados Unidos”, explicou Williamson.
Apesar da desaceleração industrial, o mercado de trabalho apresentou melhora. O emprego avançou no ritmo mais forte desde janeiro de 2025, puxado pelas contratações no setor de serviços. As empresas relacionaram o aumento das vagas à maior confiança no cenário de curto prazo e ao crescimento das carteiras de pedidos.
As pressões inflacionárias também perderam força em agosto. Os custos de insumos registraram o menor avanço desde fevereiro, enquanto os preços cobrados por bens e serviços aumentaram no ritmo mais lento desde novembro de 2025.
A S&P Global ponderou, entretanto, que a inflação de custos permanece elevada em termos históricos. As empresas continuam apontando os preços de energia, as tarifas e os gargalos nas cadeias de fornecimento como fontes de pressão capazes de provocar uma nova aceleração dos preços.
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