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Global Investor da EQI Research rende mais de 3% em dólar com Europa forte e reação da Coreia

Global Investor da EQI Research rende mais de 3% em dólar com Europa forte e reação da Coreia

No bimestre, carteira sobe 3,59% e supera o AGG, que cai 1,01%; Eli Lilly também se destaca, e retorno no primeiro ano chega a 17,1% em dólar

A carteira Global Investor, da EQI Research, acumulou valorização de 3,59% em dólar durante julho e agosto. O resultado foi alcançado em um período marcado por maior aversão ao risco e superou o desempenho do iShares Core U.S. Aggregate Bond ETF (AGG), que recuou 1,01%.

A diferença entre os retornos chegou a 4,6 pontos percentuais no início do segundo ano de acompanhamento da carteira. O portfólio havia encerrado seu primeiro ano com ganho de 17,1% em dólar, também acima do benchmark utilizado pela casa de análises.

“Após completar seu primeiro ano de existência com um retorno de 17,1% em dólares, superando com ampla margem seu benchmark, o ETF AGG, o Global Investor Portfolio iniciou seu segundo ano de gestão mantendo uma trajetória positiva”, afirmou Marink Martins, analista da EQI Research e responsável pela carteira.

Administrado pela BlackRock, o AGG é um fundo negociado em bolsa que acompanha o mercado de renda fixa dos Estados Unidos. O ETF investe em títulos do Tesouro americano, dívidas corporativas e outros papéis considerados de elevada qualidade de crédito.

Apesar de ser composto por ativos de renda fixa, o AGG pode apresentar perdas quando as taxas de juros sobem. Isso acontece porque títulos emitidos anteriormente, com remunerações menores, perdem valor diante de novos papéis que passam a oferecer retornos mais elevados.

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Europa, Eli Lilly e Coreia ajudam carteira global

Agosto foi marcado por um movimento de aversão ao risco no Brasil e pela liquidação do fundo Situational Awareness nos Estados Unidos. Mesmo nesse ambiente, a diversificação geográfica ajudou a Global Investor a manter sua trajetória positiva.

Os ativos europeus responderam por uma parcela relevante da valorização registrada no mês. A farmacêutica Eli Lilly (LLY; LILY34) também apresentou desempenho positivo, enquanto o ETF associado ao índice MSCI Coreia do Sul registrou uma recuperação.

“Os ativos europeus, mais uma vez, foram responsáveis por boa parte da valorização do mês. Além disso, agosto trouxe também uma boa performance da Eli Lilly, assim como uma importante recuperação no preço do ETF associado à carteira MSCI Coreia do Sul”, afirmou Martins.

A contribuição de diferentes mercados reduziu a dependência do comportamento dos ativos americanos. Dessa forma, a queda do AGG e o ambiente de maior cautela não impediram que a carteira registrasse ganhos em dólar.

A EQI Research não realizou alterações no portfólio ao longo de agosto. A manutenção das posições indica que a casa continua confiante na distribuição atual, embora as oscilações dos mercados, das moedas e das taxas de juros permaneçam como riscos para a estratégia.

Diversificação volta a funcionar nos mercados

O desempenho recente reforça uma mudança observada por Martins desde 2025. Após aproximadamente 15 anos de forte concentração dos retornos nos Estados Unidos, nas empresas de tecnologia e nas ações de crescimento, outras regiões passaram a ganhar espaço.

Japão, Ásia, mercados emergentes e Europa começaram a contribuir mais para os retornos globais. A mudança também ocorre dentro do mercado americano, com empresas menores e setores ligados à economia tradicional apresentando desempenho mais relevante.

Em diversas economias, o crescimento dos lucros tornou-se o principal motor das bolsas, mesmo diante de taxas de juros elevadas e de um custo de capital maior. Ao mesmo tempo, segmentos como indústria, energia, hardware e serviços financeiros voltaram a despertar o interesse dos investidores.

“Em outras palavras, há mais maneiras de ganhar dinheiro no mercado do que havia alguns anos atrás. Para o investidor, isso significa algo particularmente importante: a diversificação voltou a funcionar”, avaliou Martins.

A EQI Research não interpreta esse movimento como uma perda definitiva da capacidade dos Estados Unidos de gerar retornos superiores. As empresas americanas de tecnologia continuam apresentando forte crescimento dos lucros e retornos sobre o patrimônio acima dos observados em outras regiões.

O avanço dos investimentos em inteligência artificial, porém, exige volumes crescentes de capital e começa a pressionar o fluxo de caixa das gigantes de tecnologia. Paralelamente, os investimentos globais em energia, infraestrutura e defesa criam oportunidades fora das Big Techs.

“Não estamos necessariamente diante do fim da excepcionalidade americana, mas do fim de sua exclusividade”, escreveu o analista.

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Juros longos pressionam o AGG

A continuidade da alta das taxas de juros de longo prazo ao redor do mundo foi outro tema relevante durante o bimestre. Segundo a EQI Research, o movimento ocorre em um ambiente de crescente competição por capital, aumento da dívida pública, maior emissão de títulos e persistência da inflação.

Esse cenário pressiona os preços dos títulos já negociados no mercado e ajuda a explicar a queda de 1,01% do AGG. Em contrapartida, a exposição da Global Investor a diferentes regiões e setores permitiu que o portfólio avançasse 3,59% no mesmo período.

O desempenho superior ao benchmark e o retorno de 17,1% no primeiro ano mostram os efeitos da diversificação, mas não eliminam os riscos dos investimentos internacionais. Além das oscilações dos ativos, o resultado para o investidor pode ser afetado pelo câmbio, pelas taxas de juros e pelas condições econômicas de cada mercado.

A composição completa da carteira, os pesos de cada posição e as análises individuais dos ativos selecionados por Marink Martins podem ser consultados no aplicativo EQI+.