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Investidores qualificados e profissionais: quem são eles? Descubra agora!

Investidores qualificados e profissionais: quem são eles? Descubra agora!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Mar 2022 às 23:53 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

04 Mar 2022 às 23:53 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

fundo multimercado

Pixabay

Para muitas pessoas, o mercado financeiro pode parecer igual de todas as formas na qual é observado. No entanto, isso não é absolutamente verdade, pois alguns produtos financeiros são destinados a um público seleto de investidores.

Estamos falando dos investidores qualificados e dos investidores profissionais. Eles se diferenciam do outro tipo existente, o investidor geral, sobretudo pelo porte do seu patrimônio.

No entanto, também é preciso deter alguns conhecimentos que excedem o básico para ter acesso aos produtos destinados a esse mercado.

É exatamente isso que este artigo busca abordar.

Ao ler o texto, você entenderá qual é o conceito que rege cada uma das classificações. Saberá quais são as instruções normativas emitidas pela CVM, órgão do governo que disciplina essa classificação.

Entenderá também como se tornar um desses investidores sem ter o montante total para investir, além de conhecer os produtos financeiros orientados para esse público.

Ficou interessado? Então prossiga na leitura agora mesmo!

O que é um investidor qualificado?

Existem no mercado financeiro alguns tipos de classificações de investidores. Por incrível que pareça, ter o recurso necessário para investir pode não ser o único pré requisito necessário para realizar algumas operações.

Em primeiro lugar, é necessário ter a soma em determinada quantia. No caso dos investidores qualificados, esse valor é de R$ 1 milhão.

Além disso, é preciso assinar um termo declarando deter o conhecimento necessário para lidar com alguns investimentos específicos.

Tudo isso é dado por uma instrução normativa da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM. Trata-se da IN 539 que normatiza esse tipo de classificação.

Vale ressaltar que abaixo dos investidores qualificados existe o perfil chamado de geral. São os investidores do varejo que assim são chamados por conta de sua capacidade de investimento.

Da mesma forma, existe ainda uma classificação acima do investidor qualificado, conforme veremos mais adiante.

Talvez nesse ponto o mais importante a frisar é que há outras maneiras de se tornar um investidor qualificado que não apenas apresentando o montante de recurso necessário para tal, bem como o atestado de capacidade técnica.

De que forma é possível se tornar um investidor qualificado?

Para se tornar oficialmente um investidor qualificado junto à instituição na qual se tem o patrimônio aplicado, basta apenas requerer o termo de investidor qualificado.

Assinando-o, o mercado financeiro já enxergará essa pessoa como sendo esse tipo de investidor.

Há quem diga também que essa relação não é lá muito justa, pois esse dinheiro pode ser herdado ou mesmo ganho em um jogo de apostas de azar, como a mega sena.

Até mesmo por conta disso, existem outras maneiras de ser um investidor qualificado e elas passam pelos processos de certificação disponíveis no mercado financeiro.

Ou seja, alguém que esteja interessado em fazer parte desse seleto grupo de investidores pode prestar exame de qualificação e se tornar um profissional de mercado certificado.

Automaticamente, já receberá o título de investidor qualificado, ainda que não tenha um montante de capital da ordem de R$ 1 milhão.

Como exemplo de certificações, podemos citar a de Especialista de Investimentos (CEA), atribuída pela APIMEC, ou ainda a Certificação de Gestores, emitida pela ANBIMA.

Há também a possibilidade de a certificação ser expedida pela ANCORD, por meio do exame para Agente Autônomo de Investimentos.

Por fim, um clube de investimentos que tenha um gestor classificado como investidor qualificado também pode ser considerado uma pessoa jurídica investidora qualificada.

Tirando todos os casos acima, o outro que podemos citar é o investidor profissional, que por conta de seu porte também é considerado um investidor qualificado.

O que significa ser um investidor profissional?

Além dos tipos de investidores geral e qualificado, existe também a classificação de investidor profissional. Toda pessoa física ou jurídica que amealhe o valor de R$ 10 milhões é categorizada dessa forma.

Essa definição também é feita pela CVM e obedece à Instrução Normativa 554. Para se declarar um investidor desse porte e poder assumir os riscos dos investimentos destinados a tal, deve-se também aderir a um termo.

Vale ressaltar que, assim como ocorre com os investidores qualificados, as outras maneiras de ser um investidor profissional é por meio de qualificação técnica.

Os exames elegíveis a tal classificação são os mesmos, a saber: CEA, CGA, CFP e AAI.

Aqui cabe uma consideração importante: uma vez que um investidor deseje se tornar qualificado ou profissional por meio de certificação apenas para acessar esse mercado restrito, vale dizer que os instrumentos estão mais sofisticados.

Ou seja, cada vez mais o mercado financeiro vem se aperfeiçoando de forma que os próprios investidores em geral possam ter produtos com as mesmas finalidades que os outros tipos de investidores têm.

Isso quer dizer que não é uma regra totalmente necessária se qualificar tecnicamente e pagar valores a títulos de manutenção para ter acesso a bons produtos financeiros.

Devido o forte interesse da pessoa física nesse sentido, as próprias instituições se aperfeiçoaram e hoje lançam produtos adequados à necessidade de cada carteira, de acordo com os interesses dos investidores.

Portanto, se você é um investidor tido como geral, saiba que o mercado financeiro está cheio de boas oportunidades para você.

Quais são os investimentos voltados a essas modalidades especiais de investidores?

Algumas categorias de investimentos são direcionadas especificamente a esse público com maior poder de capital. É o caso dos fundos de investimentos em direitos creditórios, os FIDCs.

Tratam-se de fundos que investem em títulos de dívidas de considerável risco, como precatórios, por exemplo. Geralmente, apenas investidores profissionais tem acesso a esses fundos.

Além disso, alguns fundos de investimentos em participações contam com presença exclusiva dos investidores qualificados e profissionais. Completam a lista alguns veículos de investimentos no exterior.

Ademais, existem instrumentos financeiros no mercado que se destinam a esses tipos de investidores, mas eles também existem para o público em geral.

A diferença é que logo no lançamento do papel é dada a classificação de participação no investimento, indicando que apenas investidores qualificados e profissionais poderão participar.

Entram nessa conta papéis como certificados de recebíveis, CRIs e CRAs, alguns CDBs de maior rendimento e fundos de investimentos selecionados diretamente para esse público.

(Por Ronaldo Araújo)

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