O Ibovespa hoje (25) encerrou o pregão em alta de 0,87%, aos 171.990 pontos, em uma sessão marcada pelo avanço dos ativos brasileiros e pelo enfraquecimento do dólar frente ao real. O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 170.507 pontos e a máxima de 173.277 pontos ao longo do dia. O volume financeiro negociado somou R$ 22 bilhões.
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,46%, cotado a R$ 5,1782. Durante a sessão, a moeda norte-americana variou entre a mínima de R$ 5,1668 e a máxima de R$ 5,2190.
Segundo análise do Bradesco BBI, os mercados globais passaram o dia reavaliando as perspectivas para inflação e juros na maior economia do mundo. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor PCE, indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve, veio em linha com as expectativas do mercado, reduzindo temores de uma postura mais agressiva do banco central americano.
O resultado trouxe alívio para os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e pressionou o dólar no mercado internacional, contribuindo para um ambiente mais favorável aos ativos de risco.
No mercado doméstico, o destaque ficou para a divulgação do IPCA-15, que veio abaixo das projeções do mercado e reforçou a percepção de desaceleração da inflação no país.
De acordo com o Bradesco BBI, o dado aumentou as apostas de investidores em um novo corte da taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), embora o Banco Central continue adotando um discurso cauteloso em relação ao cenário inflacionário.
A reação foi percebida principalmente na curva de juros. Os contratos futuros de curto prazo registraram queda, refletindo a expectativa de uma política monetária menos restritiva. Já os vencimentos mais longos avançaram, pressionados por incertezas geopolíticas no exterior.
Wall Street fecha sem direção única
Nos Estados Unidos, os investidores repercutiram novos resultados corporativos e realizaram lucros em parte das ações de tecnologia, movimento que pressionou o índice Nasdaq.
O Nasdaq Composite recuou 0,46%, aos 25.358,60 pontos, registrando sua primeira sequência de quatro sessões consecutivas de queda desde fevereiro. O desempenho ocorreu mesmo após a divulgação de resultados considerados fortes pela fabricante de chips Micron Technology.
Já o S&P 500 encerrou praticamente estável, com leve recuo de 0,01%, aos 7.357,49 pontos.
Em contrapartida, o índice Dow Jones renovou máxima histórica intradiária e fechou em alta de 0,14%, aos 51.920,62 pontos, sustentado principalmente pelos ganhos dos setores de saúde, financeiro e industrial.
Entre os destaques positivos do índice, as ações da Johnson & Johnson avançaram cerca de 1%, enquanto os papéis da Caterpillar dispararam 6%, ajudando a compensar a fraqueza observada no segmento de tecnologia.
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