O Ibovespa opera em alta de 0,92%, aos 125.760 pontos, perto das 13h40, nesta quarta-feira (28).
O Ibovespa se recupera com o ambiente um pouco mais tranquilo no exterior. Ontem, a queda da bolsa foi aos 124 mil pontos, fechando com queda de 1,10%. O ganho interno do dia é estimulado por resultados fortes de empresas no segundo trimestre, informados entre a noite de ontem e esta manhã. Já em Nova York, as bolsas seguem indefinidas, enquanto as europeias sobem.
O que mais mexe no Ibovespa
Por aqui, a temporada de balanços da destaque para o balanço da Vale (VALE3), Duratex, Multiplan, Pão de Açúcar, Movida e Odontoprev.
Hoje pela manhã, o Santander (SANB11) anunciou lucro líquido de R$ 4,171 milhões, maior patamar histórico do banco, ante R$ 2,102 milhões do segundo trimestre de 2020, com aumento de 98,4%.
A Weg (WEGE3) teve lucro líquido de R$ 1,13 bilhão no 2TRI21, acima do consenso de R$ 755 milhões.
O dia tem ainda IPOs de Armac e Traders Club.
O Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, subiu 1,31% em junho, ante 0,99% de maio. O acumulado no ano é de 19,11%, o maior para este mês na série histórica iniciada em 2014. Em 12 meses o acumulado também foi recorde, chegando a 36,81%.
O mercado acompanha especialmente os dados relacionados à inflação, com expectativa crescente de que a Selic avance na semana que vem mais do que os 0,75 ponto porcentual dado como provável pelo Copom. Pelo Boletim Focus, a taxa de juros deve ir dos atuais 4,25% para 7% até dezembro.
O Índice de Confiança da Indústria, calculado pela FGV, subiu 0,8 ponto em julho para 108,4 pontos, maior valor desde janeiro (111,3 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 1,6 ponto.
“A confiança da indústria avança pelo terceiro mês consecutivo. Há acomodação das avaliações sobre o momento atual. Mas há desaceleração do otimismo das empresas em relação aos próximos meses”, afirma a economista Claudia Perdigão. Segundo ela, as empresas ainda enfrentam um cenário de escassez de insumos, possibilidade de racionamento energético e alta incerteza econômica.
Em Brasília, foi oficializada a minirreforma ministerial, com Ciro Nogueira na Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos na Secretaria-Geral da Presidência e Onyx Lorenzoni no novo Ministério do Trabalho e Previdência.
Exterior
O destaque do dia fica para a decisão do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed) e para a fala do presidente do banco central americano, Jerome Powell. A expectativa é que os juros sejam mantidos e haja indicações sobre o início do tapering (retirada de estímulos da economia).
Os mercados acompanham ainda o cerco regulatório da China às empresas de tecnologia e educação. E ao avanço da variante delta do coronavírus.
A delta obrigou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA a voltar atrás em sua recomendação quanto ao uso de máscaras, dois meses após a flexibilização. Onde os casos de covid-19 estão em alta, os americanos devem usar máscaras em ambientes fechados e espaços públicos, estejam vacinados ou não. O presidente Joe Biden também estuda a vacinação obrigatória para funcionários federais.
A temporada de balanços segue com McDonalds, Bristol-Myers Squibb, Rio Tinto, Facebook, PayPal e Pfizer.
Ibovespa: ações
As ações da Weg (WEGE3) são destaque na sessão de hoje no Ibovespa. Por volta das 13h30, os papéis da companhia disparam 5,87%.
Essa alta vem após a divulgação do balanço da companhia. A empresa reportou um lucro líquido 120,6% maior no balanço do segundo trimestre de 2021. O indicador saltou de R$ 514,3 milhões para R$ 1,13 bilhão.
A BRF (BRFS3) vem em segundo lugar, com elevação de 4,61%. Em seguida, com uma alta de 2,85%, surgem as ações da Itaú Unibanco (ITUB4).
A quarta alta do dia é do Bradespar (BRAP4), cujas ações têm alta de 2,66%. Por fim, a Vale (VALE3) sobe 2,50%.
Dólar
O dólar tem queda de 0,04%, a R$ 5,1668, por volta das 13h30.
A moeda norte-americana tinha oscilações discretas nos primeiros negócios do dia, com operadores no aguardo da decisão do Federal Reserve sobre estímulos econômicos. Conforme a Agência Reuters, estão evitando grandes movimentações, espelhando também uma postura defensiva de agentes financeiros no exterior.





