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Conheça o novo índice da B3 e veja como investir

Conheça o novo índice da B3 e veja como investir

O novo indicador da bolsa de valores estabelece uma referência de avaliação e comparação do desempenho

Um novo índice da B3 ($B3SA3) está estreando. Trata-se do Índice de Letra Financeira S1 DI B3 (ILFS1 B3), o primeiro do Brasil dedicado exclusivamente ao mercado de Letras Financeiras. O novo indicador da bolsa de valores estabelece uma referência de avaliação e comparação do desempenho desses tipos de títulos, acompanhando o desempenho médio das emissões seniores e subordinadas emitidas por instituições financeiras classificadas no segmento S1 pelo Banco Central (BC), grupo que reúne os maiores bancos do sistema financeiro.

Com esse lançamento, o conjunto de índices de renda fixa da B3 passa a contar com 12 indicadores, abrangendo referências para títulos públicos e privados, e índices de debêntures para crédito privado.

O novo índice de Letra Financeira inaugura um termômetro específico para instrumentos de captação bancária, ampliando ainda mais a cobertura desse ecossistema de renda fixa.

Novo índice da B3: como funcionará

As Letras Financeiras (LFs) são títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras para captação de longo prazo. Em 2025, esses papéis registraram um aumento de 24% no estoque em comparação com 2024, totalizando R$ 976, 8 bilhões na B3.

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“O índice passa a atuar como referência para uma categoria importante dentro do universo de crédito bancário, oferecendo ao mercado uma métrica para acompanhar títulos DI + o spread emitido pelos maiores bancos do país”, explica Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.

O ILFS1 B3 considera tanto a variação de preços quanto os rendimentos gerados pelos ativos ao longo do tempo.

A carteira teórica apresenta prazo médio superior a 720 dias e é rebalanceada mensalmente para refletir mudanças nas quantidades de títulos em estoque, conforme as regras previstas no Manual de Definições e Procedimentos dos Índices de Renda Fixa da B3.

Para integrar o índice, os títulos devem:

  • Ser emitidos por instituições financeiras do segmento S1,
  • Ter remuneração atrelada ao DI somado ao spread;
  • Apresentar prazo de vencimento igual ou superior a 30 dias corridos.

Segundo a B3, os ativos que deixarem de atender a esses critérios são excluídos da carteira. A ponderação é realizada pelo valor de estoque, critério que considera a quantidade de papéis depositados na B3. Os rebalanceamentos ocorrem no quinto dia útil do mês, com base nas quantidades definidas na prévia da carteira teórica e nos preços do dia da nova carteira.

Para garantir que o prazo médio da carteira permaneça acima de 720 dias são feitos ajustes nas quantidades de cada título, adotando-se o patamar mínimo de 800 dias na data de rebalanceamento.