Se tem um dado no balanço da Auren (AURE3) do quarto trimestre do ano passado que ainda levanta preocupações aos investidores, este é a alavancagem. O Safra avalia que a empresa, embora tenha reduzido a dívida, esse indicador ainda continua elevado. Com isso, o banco mantém recomendação neutra por causa do upside limitado e valuation mais apertado.
“A Auren apresentou resultados operacionais acima das nossas estimativas, com balanço energético mais favorável, apesar dos altos níveis de curtailment e da pressão negativa do GSF. Embora a empresa tenha reduzido dívida, a alavancagem ainda é elevada”, diz parte do relatório.
De acordo com o relatório financeiro da companhia, a alavancagem passou de 5,7x, em dezembro de 2024, para 4,8x, em dezembro de 2025. Enquanto isso, a dívida bruta recuou de R$ 27 bilhões para R$ 24,5 bi, nessa mesma base de comparação.
A amortização do principal da dívida bruta deve acontecer em maior parte a partir de 2031. Até lá, a previsão é amortizar R$ 1,5 bilhão até o fim deste ano; R$ 1,8 bi no próximo ano, mesmo valor que deve ser manter em 2028.
Ebitda acima do esperado
Com relação ao restante do balanço, o Safra avaliou que o ebitda, de R$ 736 milhões, ficou 68% acima de sua estimativa e 9% maior do que o consenso de mercado.
“O beat em relação ao nosso número é explicado principalmente por menores custos de compra de energia, refletindo um balanço energético mais favorável”, diz parte do relatório.
A receita líquida cresceu 6% na comparação anual, mas ficou 18% abaixo da estimativa do Safra, devido principalmente a R$ 817 milhões em contratos com partes relacionadas. Em Geração, a receita caiu 5,2%, afetada por maiores níveis de curtailment (23,2% e 22,3% nas usinas solares e eólicas, respectivamente, em linha com a previsão do banco).






