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B3 mira investidores pessoas físicas estrangeiras

B3 mira investidores pessoas físicas estrangeiras

A partir deste mês, investidores de varejo elegíveis nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Austrália, Hong Kong e Singapura poderão negociar ações diretamente na bolsa brasileira

A B3 ($B3SA3) divulgou uma mudança estrutural para facilitar o acesso de investidores pessoas físicas estrangeiras ao mercado acionário brasileiro, em colaboração com a Interactive Brokers (IBKR), uma das maiores corretoras eletrônicas do mundo. A partir deste mês, investidores de varejo elegíveis nos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Austrália, Hong Kong e Singapura poderão negociar ações diretamente na bolsa brasileira por meio da plataforma global da corretora internacional.

A iniciativa marca o fim de uma série de barreiras históricas que dificultavam a entrada de estrangeiros e brasileiros não residentes na B3, como custos elevados, processos burocráticos, falta de integração tecnológica e complexidades regulatórias e tributárias. Segundo a bolsa, o projeto envolveu inovação regulatória – conduzida junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – e avanço tecnológico para simplificar a jornada do investidor.

“Os investidores globais precisam de acesso contínuo e sem barreiras a mercados diversificados para se manterem competitivos”, afirmou Milan Galik, CEO da Interactive Brokers.

“Ao adicionar a B3, estamos oferecendo aos nossos clientes acesso eficiente e de baixo custo a uma das economias emergentes mais dinâmicas do mundo por meio da nossa plataforma global unificada”, disse.

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Novo modelo regulatório para investidores pessoas físicas estrangeiras

A Interactive Brokers torna-se a primeira instituição a operar dentro da categoria “Participante Estrangeiro”, criada pela B3 e aprovada pela CVM em maio. A nova estrutura permite que corretoras globais atuem no Brasil sem a necessidade de compartilhar dados sensíveis dos investidores com intermediários locais, que executam as ordens na bolsa.

Pelo modelo, a corretora internacional mantém uma conta coletiva registrada no país e atua em parceria com um custodiante local — no caso, a unidade de Securities and Financial Services da própria B3. Essa estrutura centraliza o cadastro de investidores não residentes e garante:

  • Conformidade regulatória, preservando a identidade dos clientes perante a corretora local, em linha com as exigências do Banco Central e da CVM.
  • Onboarding digital integrado, incluindo a emissão automática de CPF via API para investidores estrangeiros.
  • Monitoramento contínuo por meio de uma plataforma automatizada, seguindo normas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

Segundo Gilson Finkelsztain, CEO da B3, o novo modelo representa um passo crucial na abertura do mercado brasileiro ao capital global.

“Derrubamos as barreiras de acesso para que investidores estrangeiros e brasileiros que vivem fora do país possam negociar na B3 de forma simples e segura. Criamos uma jornada sem fricções — fluida, automatizada e altamente escalável — que ajudará a tornar o mercado brasileiro ainda mais global”, afirmou.

Com a integração da IBKR, a B3 passa a fazer parte do ecossistema de mais de 160 mercados acessados pela corretora, oferecendo aos investidores internacionais a possibilidade de negociar ativos brasileiros em poucos cliques, mantendo a mesma experiência unificada disponível em outras bolsas do mundo.

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