O PMLL11 encerrou o período com ocupação de 96,2% em seus shoppings e revisou os dividendos após registrar ganho de capital com a venda parcial de um ativo. O desempenho operacional veio acompanhado de crescimento de vendas e NOI por metro quadrado acima da inflação em relação a 2024, mesmo em um ambiente de juros elevados.
Segundo os analistas do Banco do Brasil, o resultado mostra resiliência do portfólio, especialmente considerando que parte relevante dos ativos atende consumidores de classes mais econômicas, mais sensíveis às variações de emprego e renda.
Venda de ativo impulsiona resultado
No fim de 2025, o PMLL11 negociou ativos com o HGBS11, vendendo 35% do Bauru Shopping por R$ 91 milhões e adquirindo o Suzano Shopping por R$ 51 milhões. A transação gerou ganho de capital relevante por cota e reforçou o caixa do fundo.
Com esse movimento, a gestão revisou os dividendos, elevando o patamar de distribuição. Na avaliação do BB, a operação foi estratégica, pois combinou realização de lucro com reposicionamento do portfólio.
Estrutura do portfólio e exposição regional
O PMLL11, antigo MALL11, possui patrimônio líquido de R$ 1,6 bilhão distribuído em 15 shoppings. Cerca de 49% da Área Bruta Locável está concentrada no Rio de Janeiro, com presença relevante em grandes centros urbanos.
Os analistas destacam que o perfil do público consumidor, voltado em boa parte para classes mais econômicas, não é um problema estrutural. No entanto, o desempenho do fundo tende a acompanhar o ritmo da atividade econômica e da renda das famílias.
AGE propõe novas aquisições e ajustes no regulamento
Em fevereiro, o fundo convocou assembleia para deliberar sobre a aquisição de participação em três shoppings, dois deles voltados a consumidores de maior poder aquisitivo. A proposta prevê pagamento em cotas do próprio fundo.
Também estão em pauta mudanças no regulamento para flexibilizar investimentos em ativos conflitados e permitir a utilização de imóveis como garantia em operações de crédito. Para os analistas do BB, as aquisições melhoram a qualidade operacional do portfólio, embora o cap rate projetado fique levemente abaixo do atual.
Perspectivas para 2026
Para 2026, o cenário ainda inclui riscos de desaceleração econômica, mas estímulos de renda já contratados e a possibilidade de cortes de juros ao longo do ano podem beneficiar o setor de shoppings. Nesse ambiente, o PMLL11 tende a se favorecer caso o consumo se mantenha resiliente.
Os analistas do BB mantêm visão positiva para o fundo, citando desconto em relação ao valor patrimonial, dividend yield competitivo e alavancagem controlada. Como pontos de atenção, mencionam a presença de ganhos não recorrentes nas distribuições recentes e a maior sensibilidade do público-alvo ao ciclo econômico.






