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Safra revela duas mudanças em carteira de dividendos

Safra revela duas mudanças em carteira de dividendos

Cury e Vibra entram no portfólio após saída de Telefônica Brasil e Gerdau; banco realiza lucro na siderúrgica após alta de 38% desde a inclusão

O banco Safra promoveu duas trocas em sua carteira recomendada de dividendos para maio, substituindo Telefônica Brasil (VIVT3) e Gerdau (GGBR4) por Cury (CURY3) e Vibra (VBBR3).

As mudanças refletem uma rotação setorial que abandona telecomunicações e siderurgia em favor de construtoras e distribuição de combustíveis, com foco em empresas que combinam valuations atrativos com perspectivas robustas de pagamento de proventos.

A saída da Telefônica Brasil segue a mesma lógica já aplicada na carteira top 10 do banco. Segundo o relatório, “os resultados dos últimos anos foram levados por uma maior racionalidade da concorrência, possibilitando aumentos reais de preços que possibilitaram aumentos de margem, lucros e dividendos ao longo do tempo”.

O ciclo favorável, porém, pode estar se esgotando: “indicações recentes de aumento na competição nos levaram a optar por retirar o setor da carteira no momento, após expressiva reprecificação ao longo dos últimos anos”, justifica o documento.

No caso da Gerdau, a saída tem motivação diferente. O banco mantém visão positiva sobre a siderúrgica, mas optou por realizar os ganhos acumulados.

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“Mantemos uma visão positiva para Gerdau, mas optamos por fazer lucro na ação após a alta recente”, explica o relatório. A performance desde a inclusão no portfólio foi de 38%.

Novidades

No lugar das duas, entram Cury (CURY3) e Vibra (VBBR3). A construtora focada no segmento de baixa renda chega ao portfólio com um ROE próximo de 80% e dividend yield estimado de 8,4% para o ano. O Safra reconhece que receios inflacionários pesaram sobre o papel recentemente, mas avalia que a empresa tem condições de repassar custos.

“Esperamos que a empresa consiga repassar aumentos de preço, por atuar nas faixas mais elevadas do MCMV, e possuir espaço no orçamento para acomodar aumentos de custos”, destaca o relatório. O balanço desalavancado é citado como fator adicional de conforto.

Já a Vibra entra com uma tese baseada em três pilares: ganho de market share, redução do endividamento e crescimento nos dividendos.

A distribuidora negocia a 14 vezes o lucro projetado para o ano, com geração de fluxo de caixa livre equivalente a 10% do valor de mercado.

“A empresa vem apresentando um ganho de market share ao longo dos últimos 12 meses, que, adicionado a preços de combustíveis com deságio para o mercado externo, devem gerar resultados mais fortes advindos de maior margem por litro vendido”, conclui o documento.

Portfólio

As recomendações de dividendos ainda contam com as ações da Petrobras (PETR4), Caixa Seguridade (CXSE3), Allos (ALOS3), Copel (CPLE6), Itaúsa (ITSA4), Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3) e CPFL (CPFE3)