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EQI Research inicia cobertura de FOFs, os fundos de fundos; veja recomendações

EQI Research inicia cobertura de FOFs, os fundos de fundos; veja recomendações

Casa de análise inicia cobertura de sete dos principais fundos de fundos, que são Fundos Imobiliários cujo patrimônio tem cotas de outros fundos.

A EQI Research divulgou seu primeiro relatório setorial sobre os fundos de fundos (FOFs), os Fundos Imobiliários cujo patrimônio é formado por cotas de outros FIIs. Sete ativos foram escolhidos para o acompanhamento inicial,

Carol Borges, analista de FIIs da EQI Research, explica que o bom desempenho de um FOF está diretamente ligado à capacidade do gestor de montar um portfólio resiliente em diferentes cenários – seja no atual, com sinalização de queda de juros futuros, seja no vivido até meses atrás, com o IFIX em baixa e maior estímulo para os investimentos em Renda Fixa, diante de uma Selic alta e sem previsão de queda.

“Os FOFs possuem comportamento fortemente correlacionado com o IFIX, com altas mais agressivas em cenários otimistas e quedas mais expressivas em cenários pessimistas”, explica a especialista.

Os FOFs costumam combinar os diferentes tipos de fundos em suas carteiras, considerando dois objetivos: 

  • ganhos recorrentes – recebimento de dividendos, que são distribuídos mensalmente pelos fundos, a fim de garantir previsibilidade de renda;
  • ganhos de capital – compra das cotas com desconto e revenda posterior com valorização.

Em cenários pessimistas, com juros altos e baixa demanda por ativos de risco, a estratégia de ganho de capital é mais difícil de ser realizada, aponta Borges. Assim, os FOFs selecionados para a cobertura se caracterizam por baixa dependência dos ganhos extraordinários para composição do resultado dos últimos dois semestres.

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“Quando o gestor gira a carteira, buscando posicioná-la para aproveitar melhor o ciclo de mercado, pode estar realizando alguns prejuízos”, completa. 

Lista de fundos de fundos (FOFs) sob cobertura da EQI Research

Abaixo, veremos uma análise de cada um dos fundos escolhidos.

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BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11)

É o maior FOF da bolsa, com patrimônio líquido de R$ 1,87 bilhão e mais de 300 mil cotistas em sua base, Sua carteira tem 54% do valor alocado em fundos de papel ou em CRIs, com resultados recorrentes consistentes pelo menos desde o primeiro semestre de 2021.

“Mais de 95% da distribuição tem vindo do seu resultado recorrente. Ou seja, o ganho de capital, que já representou 69% do resultado do Fundo, não está contribuindo para a distribuição mensal. Este é um comportamento esperado em mercados de baixa, e o percentual de ganho de capital deverá voltar a apresentar relevância conforme o mercado apresente resultados positivos”, explica Carol Borges, da EQI Research.

Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11)

O fundo é listado desde 2015 e possui um patrimônio líquido de R$ 386 milhões. Uma de suas características é a taxa de administração, uma das menores do mercado (0,5% ao ano). Outra atratividade é uma taxa de performance de 20% sobre o que exceder o IFIX.

“Com uma gestão bastante ativa, o BCIA11 tem buscado aproveitar o ciclo imobiliário com alocações em FIIs de tijolo de alta qualidade e FIIs de papel de baixo risco e ótimo carrego”, aponta Carol, destacando que o Fundo também tem aumentado sua posição em outros FOFs nos últimos meses. “Com isso, a gestão busca retornos superiores à média, porém sem assumir riscos elevados.”

Hedge Top FOF 3

Único dos Fundos citados nesta cobertura inicial com recomendação neutra, o HFOF11 é hoje o segundo maior FOF do mercado, com patrimônio líquido de R$1,83 bilhão. Em maio, teve resultado importante de ganho de capital, aumentando o resultado acumulado para R$0,98 por cota, após o recebimento de amortizações do VLOL!! e realização de lucro em operações positivas.

“Dadas as condições de mercado, o FII tem se pautado em ganhos recorrentes nos últimos anos, com pouca dependência do ganho de capital. Atualmente, o HFOF é um dos fundos mais alocados em tijolo na indústria, com forte tese em lajes corporativas”, afirma Carol Borges.

CSHG Imobiliário FOF (HGFF11)

O Fundo iniciou as atividades em agosto de 2019, poucos meses antes do início da crise do Covid-19, e por isso fez suas primeiras alocações perto do topo histórico do IFIX. Assim, a gestão tem se concentrado em ativos estratégicos, visando especialmente os ganhos recorrentes.

“É um portfólio de excelente qualidade, focando nos principais ativos de cada segmento, com predominância do segmento de lajes e boa diversificação nas principais posições. A carteira tem um bom potencial de valorização com melhora operacional do segmento e diminuição da vacância”, explica a analista da EQI Research.

JS Ativos Financeiros (JSAF11)

Fundo com o menor tempo de negociação dentro da cobertura, o FII foi iniciado em outubro de 2021 e passou a compor o IFIX em maio deste ano. Tem patrimônio líquido de R$150 milhões e em maio movimentou um volume equivalente a 25% do PL, mostrando uma característica bem ativa.

“É fato que o tamanho do FII permite que esses giros sejam possíveis, mas esta é uma característica que se espera da gestão. O JSAF também possui forte exposição ao segmento de lajes corporativas, visando ganho de capital. Por outro lado, tem uma parcela relevante de FIIs de papel para ganhos recorrentes”, explica Borges.

Kinea Fundo de Fundos (KFOF11)

O Fundo tem atividade desde setembro de 2019 e já realizou três emissões de cotas. Hoje, o patrimônio líquido é de cerca de R$ 419 milhões. O fundo se encontra hoje com seu valor bastante descontado, e com forte posição no Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR), FII de papel da mesma gestora indexado ao CDI, que deve trazer um bom carrego nos dividendos ao longo do ano.

“O FII conta com um excelente portfólio, que teve o maior retorno acumulado dos últimos 12 meses, e vem mantendo suas cinco principais exposições inalteradas desde o início do ano. Isto mostra que a gestão tende a realizar giros no portfólio de maneira mais conservadora e em volumes menores”, aponta a especialista da EQI Research.

RBR Alpha Fundo de Fundos (RBRF11)

O Fundo iniciou as atividades em setembro de 2017 e tem patrimônio líquido de R$ 1,08 bilhão, com reserva acumulada de lucros de R$ 0,35 por cota, o que deverá contribuir para manutenção e possível incremento da distribuição de dividendos nos próximos meses.

“Hoje o RBRF11 está com a carteira focada em lajes corporativas, realizando um aumento gradual do setor de shoppings. A principal estratégia é buscar a valorização dos FIIs investidos, principalmente pela compra de FIIs de tijolo com baixo custo de reposição”, conclui Carol Borges.

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