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Mercado de FIIs pode alcançar 3,4 milhões de investidores em 2026

Mercado de FIIs pode alcançar 3,4 milhões de investidores em 2026

Relatório do Santander aponta avanço da base de cotistas, aumento da liquidez e expansão do valor de mercado da indústria, que já soma R$ 201 bilhões

O mercado brasileiro de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) segue em trajetória de expansão em 2026, impulsionado pelo crescimento da base de investidores, aumento da liquidez e avanço do valor de mercado da indústria. Dados compilados pelo Santander apontam que o setor adicionou 41 mil novos investidores em abril, elevando para mais de 208 mil o número de novos cotistas no acumulado do ano.

Apesar da desaceleração de 24% em relação ao mês anterior, o ingresso de investidores apresentou forte crescimento na comparação anual, com avanço de 273% frente a abril de 2025. Atualmente, mais de 3,17 milhões de investidores possuem posições em FIIs no Brasil.

Segundo estimativas do Santander, a indústria deverá receber ao menos 400 mil novos investidores ao longo de 2026, considerando uma média mensal próxima de 30 mil novos cotistas. Com isso, a base total poderá alcançar 3,4 milhões de investidores, o equivalente a aproximadamente 1,6% da população brasileira.

O banco avalia que o crescimento da indústria ocorre principalmente por dois fatores: a atuação de assessores de investimentos, corretoras, plataformas e bancos na distribuição dos produtos, além do efeito de recomendação entre investidores, ampliando a popularização da classe de ativos.

Valor de mercado alcança R$ 201 bilhões e liquidez avança

O valor de mercado da indústria também segue em expansão. Em abril de 2026, os FIIs listados alcançaram R$ 201 bilhões em valor de mercado, crescimento de 2% em relação ao mês anterior e de 14% na comparação com abril de 2025. Para o Santander, o avanço reflete a evolução estrutural do setor, sustentada pelo aumento da base de investidores, valorização dos ativos e continuidade das captações.

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Os segmentos de recebíveis imobiliários, galpões logísticos, shopping centers e fundos híbridos concentram atualmente 71% do valor total da indústria, de acordo com levantamento que acompanha mais de 230 FIIs listados e cerca de R$ 177 bilhões em valor de mercado. Entre eles, os fundos de recebíveis imobiliários seguem liderando em representatividade, beneficiados pelo ambiente de juros elevados e pela busca dos investidores por geração recorrente de renda.

O número de fundos listados em bolsa apresentou pouca variação em 2026, permanecendo próximo de 434 FIIs. O mercado, contudo, registrou movimentos de consolidação e incorporações de portfólios, reduzindo a quantidade de ativos disponíveis para negociação.

A liquidez do setor também avançou ao longo dos últimos 12 meses. Em abril, o volume médio diário negociado atingiu R$ 488 milhões, alta de 58% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar da queda de 6% frente ao mês anterior. Os FIIs de maior liquidez registraram movimentação média diária próxima de R$ 15 milhões.

Pessoas físicas lideram participação no mercado

Os investidores pessoas físicas continuam sendo os principais participantes da indústria, detendo 74% do estoque total de cotas emitidas. Na sequência aparecem os investidores institucionais, com 21%, enquanto os investidores estrangeiros concentram aproximadamente 4% das cotas.

No mercado secundário, as pessoas físicas responderam por 40% do volume financeiro negociado em abril. Já investidores institucionais e estrangeiros representaram, respectivamente, 33% e 22% das negociações no período.

A captação de novos recursos também segue forte. Até abril de 2026, a indústria captou R$ 14,7 bilhões em novas emissões, segundo dados da Hedge Investments. Desse total, 49% foram destinados ao segmento de recebíveis imobiliários, que permanece liderando as emissões do setor.

O pipeline de captações, que inclui ofertas em andamento e operações em análise, soma atualmente R$ 20,3 bilhões, reforçando a expectativa de continuidade da expansão da indústria nos próximos meses.

Diante do cenário de juros ainda elevados, mas com expectativa de redução gradual da Selic, o Santander recomenda uma estratégia equilibrada entre FIIs de tijolo e FIIs de papel, com alocação de 50% em cada segmento.