O primeiro semestre de 2026 consolida a forte retomada operacional da indústria de shopping centers no Brasil. Com faturamento histórico superando R$ 200 bi e taxa de ocupação superior a 95%, a indústria de shoppings demonstra alta capacidade de repasse inflacionário e crescimento consistente nas vendas por metro quadrado (Same Store Sales).
No campo de fusões e aquisições (M&A), a reciclagem de ativos dita a tendência.
Destaque para a parceria estratégica entre a Allos e a Kinea, estruturando um FII de aproximadamente 2 bi, focado em fatias de ativos dominantes como o Shopping Metrô Santa Cruz, Villa-Lobos e Tamboré.
Se por um lado a eficiência operacional brilha, por outro, o patamar elevado das taxas de juros e o custo de ocupação dos lojistas continuam no radar de atenção do mercado.
No pipeline da expansão estão previstas pelo menos mais 11 novos equipamentos em 2026, com forte interiorização e grandes projetos.
A principal transformação conceitual, contudo, é a conversão dos shoppings em projetos de uso misto (mixed-use), integrando torres residenciais, lajes corporativas e hubs de saúde diretamente acoplados aos empreendimentos.
Em síntese, diante do potencial, porém não tão acentuado fechamento futuro da curva de juros, manter capital excessivo alocado apenas em Renda Fixa pode fazer o investidor perder o ponto de virada dos FIIs de Tijolo.
Vários fundos do setor negociam com descontos patrimoniais expressivos (P/VP entre 0,75x e 0,90x) e entregam dividend yields isentos na faixa de 9,5% a 11,5% ao ano.
Me parece que é hora de migrar, pelo menos uma parte do seus investimentos, saindo da renda fixa para os FIIs de tijolo. Eu pelo menos estou apostando nisso!
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