O BTG Pactual (BPAC11) deve apresentar mais um trimestre de crescimento dos resultados, impulsionado principalmente pela expansão da carteira de crédito corporativo, pelo avanço da área de gestão de fortunas e pelo fortalecimento das operações de crédito ao consumidor. A avaliação é do banco Safra, que espera um desempenho sólido da instituição financeira no segundo trimestre de 2026, apesar da desaceleração esperada na divisão de banco de investimento.
Segundo o Safra, a receita do BTG Pactual deve crescer 14% em relação ao mesmo período do ano passado e 3% na comparação com o primeiro trimestre, refletindo a diversificação das fontes de receita do banco.
Crédito impulsiona resultados
O banco acredita que a carteira de crédito corporativo continuará sendo um dos principais motores do desempenho, com crescimento estimado de 17% na comparação anual. Além disso, a área de Wealth Management deve manter o ritmo de expansão, enquanto o segmento de crédito ao consumidor ganha cada vez mais relevância na composição das receitas da instituição.
Na visão do Safra, essas linhas de negócios devem compensar parcialmente o desempenho mais fraco da divisão de Investment Banking (IB), que tende a sofrer os efeitos da menor atividade no mercado de capitais durante o trimestre.
A expectativa é que as receitas de banco de investimento recuem 28% em relação ao primeiro trimestre e 42% na comparação anual, refletindo principalmente a desaceleração das emissões no mercado de dívida (DCM) e uma base de comparação elevada. Ainda assim, o banco destaca que a administração do BTG sinalizou melhora no pipeline de operações ao fim do trimestre.
Lucro e rentabilidade
O Safra projeta lucro líquido de R$ 4,963 bilhões para o BTG Pactual no segundo trimestre, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2025. A estimativa também aponta para um ROE (Return on Equity) de 26%, mantendo a rentabilidade do banco entre as mais elevadas do setor financeiro brasileiro.
Do lado das despesas, a expectativa é de alta de 2% frente ao trimestre anterior e de 14% na comparação anual. Mesmo assim, o índice de eficiência deve permanecer praticamente estável em 38,2%, indicando que o crescimento das receitas continua acompanhando a expansão da estrutura operacional.
Para o Safra, o conjunto dos resultados deve reforçar a capacidade do BTG Pactual de sustentar um ritmo consistente de crescimento, apoiado em negócios recorrentes e menos dependentes da volatilidade do mercado de capitais, embora a retomada das operações de banco de investimento continue sendo um fator importante para os próximos trimestres.
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