A Raízen (RAIZ4) informou nesta sexta-feira que recebeu da B3 ($B3SA3) um novo prazo para apresentar as medidas que pretende adotar para enquadrar a cotação de suas ações preferenciais ao valor mínimo exigido pela bolsa brasileira.
Segundo comunicado ao mercado, a B3 concedeu à companhia até 31 de março de 2027 para apresentar o cronograma e os procedimentos que serão adotados para elevar a cotação dos papéis, que permanecem negociados abaixo de R$ 1.
A decisão dá continuidade ao processo iniciado após a bolsa identificar que as ações preferenciais da Raízen permanecem abaixo do preço mínimo estabelecido em seu regulamento. O tema já havia sido objeto de comunicados ao mercado divulgados pela empresa em dezembro de 2025 e maio de 2026.
Plano necessário para reenquadramento das ações
Embora tenha obtido a extensão do prazo, a companhia ainda precisará definir e apresentar à B3 um plano para reenquadrar os papéis às exigências da bolsa. Entre as alternativas normalmente utilizadas por empresas nessa situação está o grupamento de ações, embora a Raízen não tenha informado quais medidas pretende adotar.
A companhia afirmou que manterá acionistas e o mercado informados sobre qualquer novo desdobramento relacionado ao tema, em conformidade com a regulamentação aplicável.
Como foi o balanço do último trimestre
A Raízen encerrou o quarto trimestre da safra 2025/26 com prejuízo líquido de R$ 7,33 bilhões, mais que o dobro das perdas registradas no mesmo período da safra anterior, quando havia reportado resultado negativo de R$ 2,51 bilhões.
No acumulado da safra 2025/26, a Raízen registrou prejuízo líquido de R$ 27,14 bilhões, frente às perdas de R$ 4,18 bilhões no ciclo anterior. A receita líquida caiu 11,5%, para R$ 225,85 bilhões, enquanto o EBITDA ajustado recuou 2,3%, totalizando R$ 11,27 bilhões.
A receita líquida da companhia somou R$ 51,33 bilhões entre janeiro e março, queda de 11,1% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior. O lucro bruto, por sua vez, avançou 84,4%, para R$ 3,51 bilhões.
O EBITDA reportado atingiu R$ 507,8 milhões, retração de 71,5% na comparação anual. Já o EBITDA ajustado cresceu 46%, para R$ 2,88 bilhões, refletindo a exclusão de efeitos não recorrentes no período.
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