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Pela primeira vez desde 2018, Fed eleva taxa de juros para 0,25%

Pela primeira vez desde 2018, Fed eleva taxa de juros para 0,25%

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

16 Mar 2022 às 18:29 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

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16 Mar 2022 às 18:29 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Fed: foto do prédio do Federal Reserve

O FOMC, órgão ligado ao Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (16) elevar a taxa de juros para 0,25%. Esta elevação confirma as expectativas dadas pelo próprio presidente da instituição Jerome Powell, de que um aumento estava à vista. A última vez que o banco havia elevado as taxas fora em 2018.

Porém, a decisão de elevar a taxa para 0,25% não foi tomada de forma unânime. James Bullard, presidente do FED para Saint Louis, queria um aumento para 0,50%.

Fed: projeção de inflação

A projeção de inflação foi revista para 4,3%, acima do esperado pelo mercado, que projetava 3%. Antes disso, a estimativa de mercado era de que a projeção da autoridade monetária do país calculasse uma inflação em 2,6%.

Além disso, o Fed informou que elevou a projeção de inflação de 2024, nos EUA, de 2,1% para 2,3%. Além disso, o cenário se torna mais difícil por conta da guerra na Ucrânia. Para a autoridade monetária norte-americana, o conflito na Europa coloca pressão sobre a inflação. Já a projeção de inflação no longo prazo é de 2%.

Segundo matéria da CNBC, esse aumento levará a taxa agora para outras elevações entre 0,25 ponto e 0,5 ponto. A ideia é desestimular financiamentos e evitar empréstimos e créditos ao consumidor.

Junto com o aumento das taxas, o comitê também apontou aumentos nas taxas em cada uma das seis reuniões restantes deste ano, sugerindo um consenso de 1,9% até o final do ano. O comitê vê mais três altas em 2023 e nenhuma no ano posterior.

Powell adota tom pessimista

O presidente do Fed, Jerome Powell, adotou um tom pessimista ao explicar o contexto da elevação da taxa de juros norte-americana. Ele citou a guerra da Ucrânia como um dos principais fatores para a elevação da inflação. Além disso, adiantou que, nas próximas reuniões, outros aumentos virão.

Com o conflito na Europa, a inflação pode levar mais tempo para retornar à meta proposta pelo órgão. Ele confirmou também que a redução do balanço dos ativos ocorrerá a partir da próxima reunião.

Ele disse ainda que o Fed estará atento para eventuais pressões que possam surgir para a inflação dos EUA e acrescentou que tudo fará o que estiver ao alcance para atingir as metas.

Além disso, ele deixou uma porta aberta para altas mais aceleradas. Powell considerou que isto pode ocorrer, se o FOMC entender que o cenário se desenhar “apropriado” para isso.

BTG (BPAC11) vê guerra como principal pressão inflacionária

O banco BTG Pactual (BPAC11) avaliou que a Covid-19 deixa de ser o impacto principal sobre a inflação norte-americana, que agora passa a ser atingida principalmente pela guerra na Ucrânia.

Além disso, a equipe de Macro & Estratégia do BTG avaliou que o Fed sinalizou uma redução do balanço em breve.

Também foi verificada uma revisão importante das projeções: 1,9% de juros para o final do ano, ou seja, sete altas – sendo que a projeção inicial era de 1,75% de juros. Além disso, 2,8% para 2023, oficialmente assumindo um patamar contracionista.

A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano foi revisado fortemente pra baixo (2,8%) e a inflação para cima (4,3% total e 4,1% núcleo).

Segundo o banco de investimentos, o comunicado abre muito espaço não só para alta em todas as reuniões, mas também para altas de 50 bps em algum momento, além de ajuste do balanço de forma antecipada em relação ao consenso de mercado.

Por fim, esse cenário segue favorecendo cenário de dólar forte, perda de inclinação da curva e pressão na curva de juro real.

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