A taxa de desemprego, divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE na Pnad Contínua, subiu de 5,1% para 5,4% em janeiro. A alta do indicador dos dados de emprego veio em linha com as projeções do mercado.
Para o economista-chefe da EQI Investimentos, Stephan Kautz, o conjunto dos dados do mercado de trabalho foi positivo.
“A taxa de participação manteve-se estável em 62,1%, ao mesmo tempo em que se observou uma alta expressiva no número de pessoas ocupadas. Em termos setoriais, os principais destaques foram Serviços e Administração Pública, o que se traduziu em queda relevante da informalidade, que atingiu o menor nível desde 2020”, afirmou.
Para Adriana Beriguy, coordenadora de pesquisas do IBGE, os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação.
“Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, complementou.
Além disso, Kautz destacou que o salário médio real cresceu 5,4% em termos anuais, atingindo R$ 3.652 e renovando o recorde da série histórica.
Ele acrescentou que esse patamar elevado de rendimentos também impulsionou a massa salarial, que alcançou um novo recorde histórico de R$ 370,3 bilhões — alta de 7,3% em relação a 2025.
“Os dados de janeiro apontam para um mercado de trabalho aquecido, com rendimentos crescendo acima da inflação e melhora qualitativa na margem. A taxa de desemprego segue próxima das mínimas históricas”, explicou o economista-chefe da EQI.
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