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Rolex surpreende com Perpetual Padellone e entra em território da Patek Philippe

Rolex surpreende com Perpetual Padellone e entra em território da Patek Philippe

Inspirado em uma rara referência dos anos 1950, o novo relógio combina calendário anual, fases da Lua e materiais nobres em um lançamento inesperado da marca suíça

A Rolex escolheu sair do roteiro para apresentar uma de suas novidades mais relevantes de 2026. Em vez de esperar a tradicional Watches and Wonders, realizada em Genebra, a marca suíça revelou em setembro o Perpetual Padellone, relógio inspirado em uma rara referência dos anos 1950 e equipado com calendário anual e indicação das fases da Lua.

A novidade chama atenção também pelo território que a Rolex passa a explorar. Conhecida mundialmente por relógios esportivos como Submariner, GMT-Master e Daytona, a fabricante amplia agora sua presença entre os dress watches com complicações, segmento historicamente associado a casas como Patek Philippe.

O lançamento inclui três configurações, com preços que vão de aproximadamente US$ 59 mil a US$ 72,8 mil. Há versões em ouro Everose 18 quilates com mostrador branco granulado e opções de pulseira de couro alligator preto ou Settimo, além de uma configuração em platina 950 com mostrador azul-glacial.

Um apelido italiano que virou nome oficial

Rolex Perpetual Padellone
Divulgação Rolex

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O Padellone atual nasceu de uma peça bastante incomum na história da Rolex. A inspiração é a referência 8171, produzida entre o fim dos anos 1940 e o início dos anos 1950, com calendário e fases da Lua.

Com 38 mm, uma dimensão generosa para a época, o relógio recebeu de colecionadores italianos o apelido Padellone, expressão que pode ser traduzida como “panelão” ou “frigideira grande”. Décadas depois, o apelido informal acabou incorporado oficialmente pela Rolex ao nome da nova linha.

A ligação com a Itália também explica a escolha de Milão para a apresentação. “Escolhemos Milão porque o nome do relógio é Padellone, que foi inventado por colecionadores italianos”, afirmou Jean-Frédéric Dufour, CEO da Rolex, segundo o material fornecido.

Fases da Lua ganham destaque no mostrador

Com caixa de 39 mm, o novo Rolex Perpetual Padellone preserva referências visuais do modelo histórico, mas adota soluções contemporâneas.

Às 12 horas, duas janelas mostram o dia da semana e o mês. A data aparece no contorno do mostrador e é indicada por um fino ponteiro azul terminado em uma pequena lua crescente.

Rolex Perpetual Padellone
Divulgação Rolex

O elemento que concentra os olhares, porém, está às 6 horas. Um disco de esmalte azul acompanha o ciclo lunar, enquanto as representações da Lua Cheia e da Lua Nova são confeccionadas em meteorito. Na versão de platina, o mostrador azul-glacial cria um contraste especialmente marcante com o disco escuro das fases da Lua.

Um novo calibre para o calendário anual

Por trás da aparência clássica está o calibre 7190, movimento automático desenvolvido para acomodar o calendário anual em uma construção relativamente fina.

O sistema Haplos permite ao mecanismo diferenciar automaticamente meses de 30 e 31 dias. Na prática, o calendário exige correção manual apenas uma vez por ano, no fim de fevereiro. O movimento trabalha a 5 Hz e oferece cerca de 66 horas de reserva de marcha, segundo as especificações fornecidas pela marca.

O fundo transparente revela parte desse trabalho mecânico, incluindo pontes decoradas com Rolex Côtes de Genève e rotor em ouro amarelo.

Rolex Perpetual Padellone
Divulgação Rolex

O Padellone também ajuda a consolidar uma direção que a Rolex começou a sinalizar com a coleção 1908, apresentada em 2023. Até então, essa família representava uma abordagem mais clássica e relativamente simples dentro do catálogo. Com um calendário anual e fases da Lua, a conversa muda de escala.

Ao recuperar uma referência cultuada por colecionadores e combiná-la a uma complicação sofisticada, a Rolex mostra interesse crescente por um tipo de relojoaria distante da imagem puramente esportiva que ajudou a construir sua fama.

Para uma marca acostumada a fazer de Submariner, Daytona e GMT-Master alguns dos relógios mais reconhecíveis do planeta, o Perpetual Padellone abre uma frente diferente. E o fato de ele ter chegado sem esperar o grande calendário de lançamentos da indústria só aumenta o efeito surpresa.

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