O Rio Open está prestes a entrar em uma nova fase. A partir de 2027, o maior torneio de tênis da América do Sul terá uma estrutura significativamente maior dentro do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro. A expansão acompanha o crescimento do interesse pelo esporte no país, mas também reforça uma característica que o evento vem construindo ao longo dos anos: a de ser um programa que ultrapassa os limites das quadras.
A área total do torneio passará dos atuais 40 mil metros quadrados para 67 mil metros quadrados, um crescimento de aproximadamente 67%. O novo complexo ocupará também o espaço conhecido como Pião do Prado e deverá permitir um aumento de 50% no número de espectadores.
Mais espaço dentro e fora das quadras
A mudança será percebida já nas arquibancadas. A Quadra Central terá capacidade para 9,5 mil pessoas, 54% a mais do que atualmente, enquanto a Quadra 1 poderá receber 2,5 mil espectadores, um salto de 110%. Outras duas quadras, com capacidades para 400 e 200 pessoas, completam a nova configuração.
A área coberta também ficará três vezes maior, uma mudança pensada para trazer mais conforto e melhorar a circulação ao longo dos dias de competição.
A ampliação chega depois de uma edição que mostrou a força do evento. Em 2026, cerca de 70 mil pessoas passaram pelo Rio Open durante os nove dias de torneio.
Gastronomia e convivência ganham protagonismo
Nem todas as novidades estarão ligadas diretamente ao tênis. Um dos focos do projeto é justamente ampliar a experiência de quem transforma uma ida ao Rio Open em um programa para várias horas.
O novo complexo contará com uma área exclusiva dedicada à gastronomia, com mais espaço para o público. A Praça Rio Open também será ampliada e seguirá uma tendência vista em grandes torneios internacionais: criar ambientes nos quais assistir aos jogos é apenas uma parte do passeio.
A proposta é que o espaço funcione como ponto de encontro para comer, beber, conversar e acompanhar a programação. As áreas destinadas aos patrocinadores também serão maiores, abrindo caminho para novas ativações e experiências durante o evento.
É justamente essa combinação que vem aproximando o Rio Open do universo de lifestyle. Ao lado do saibro e das arquibancadas, gastronomia, moda, experiências de marcas e encontros passaram a fazer parte da identidade do torneio. Em 2026, o evento chegou ao recorde de 44 patrocinadores.
Um torneio que acompanha a nova fase do tênis brasileiro
A expansão acontece em um momento de maior interesse pela modalidade no Brasil. O surgimento de novos talentos, com João Fonseca entre os principais nomes dessa geração, ajudou a aproximar novos públicos do esporte.
“O Brasil hoje tem João Fonseca como destaque no tênis mundial, e um crescente número de praticantes e de fãs do esporte. Foi esse crescente interesse dos brasileiros pelo tênis que nos inspirou a buscar um espaço maior para o Rio Open”, afirmou Marcia Casz, diretora-geral do torneio.
A conexão com o tênis nacional também ganhou um capítulo especial em 2026, quando João Fonseca e Marcelo Melo conquistaram juntos a chave de duplas. O resultado garantiu o terceiro título brasileiro consecutivo na categoria.
Do esporte ao calendário de lifestyle carioca
Realizado tradicionalmente no saibro, o Rio Open se consolidou não apenas como uma parada importante do circuito ATP, mas como um dos eventos do calendário carioca. O Leblon Boulevard, por exemplo, reúne lojas, gastronomia, experiências interativas e ativações de marcas, ajudando a transformar a passagem pelo torneio em um programa para além dos jogos.
A dimensão internacional também cresceu. Na edição de 2026, foram 334 jornalistas credenciados, dos quais 33 eram estrangeiros, enquanto a transmissão chegou a mais de 180 países.
O crescimento físico também deverá ampliar iniciativas já associadas ao torneio, como o Rio Open Green, dedicado à sustentabilidade, e o Rio Open Ace, programa social criado em 2017 que beneficia mais de mil famílias por ano por meio de projetos ligados a esporte, educação e cidadania.
Com mais lugares nas arquibancadas, novos espaços de gastronomia e convivência e uma estrutura de 67 mil metros quadrados, o Rio Open de 2027 aposta em uma fórmula que acompanha a transformação dos grandes eventos esportivos internacionais. A partida continua sendo o centro das atenções, mas a experiência começa muito antes do primeiro saque e pode continuar bem depois do match point.
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