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Prada cresce 1% no 3T26, enquanto vendas da Miu Miu caem 3%

Prada cresce 1% no 3T26, enquanto vendas da Miu Miu caem 3%

Grupo italiano registra receita trimestral de € 1,49 bilhão, incluindo a Versace, em meio à desaceleração do consumo de luxo na China e na Europa

O Prada Group (HKG: 1913) registrou crescimento orgânico de 1% na receita do terceiro trimestre de 2026, em linha com as expectativas dos analistas. O resultado divulgado nesta quinta-feira (22) acompanha a desaceleração do mercado internacional de luxo e inclui uma queda de 3% nas vendas de varejo da Miu Miu, marca que havia impulsionado a expansão do conglomerado italiano em 2025.

A receita trimestral alcançou € 1,49 bilhão (US$ 1,67 bilhão), considerando os resultados da Versace, adquirida em dezembro do ano passado. Sem os efeitos da aquisição, o crescimento orgânico permite acompanhar o desempenho das operações em bases comparáveis.

Nos nove primeiros meses de 2026, a receita acumulada chegou a € 4,54 bilhões, enquanto o crescimento orgânico foi de 4%, segundo os dados apresentados pelo grupo.

Miu Miu registra queda nas vendas após expansão em 2025

A Miu Miu encerrou o terceiro trimestre com retração de 3% nas vendas de varejo. A marca, dirigida criativamente por Miuccia Prada, havia sido responsável pela maior parte do crescimento do Prada Group em 2025.

Conhecida por suas coleções de prêt-à-porter, bolsas, calçados e acessórios, a grife ampliou sua presença no mercado internacional de moda nos últimos anos. O desempenho recente, porém, indica uma mudança no ritmo das vendas em relação ao período anterior.

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A retração ocorre em um momento de demanda moderada por produtos de luxo em diferentes mercados. A comparação com os resultados de 2025 também considera uma base de vendas elevada, após a expansão registrada pela marca.

Versace avança na integração ao grupo italiano

A integração da Versace, comprada pelo Prada Group em dezembro de 2025, segue o cronograma estabelecido pela companhia.

A aquisição acrescentou outra maison italiana ao portfólio do conglomerado, que reúne marcas com propostas criativas e posicionamentos distintos no segmento de luxo.

Uma das próximas etapas será a apresentação da primeira coleção de Pieter Mulier como diretor criativo da Versace, prevista para 2027.

A estreia marcará o início de um novo capítulo criativo para a grife dentro do grupo. Os resultados comerciais dessa fase ainda dependerão do lançamento das coleções e de sua chegada ao varejo.

Américas crescem, Ásia permanece estável e Europa registra fraqueza

O desempenho do Prada Group variou entre os principais mercados no terceiro trimestre.

Nas Américas, as vendas continuaram crescendo, embora em ritmo inferior ao observado no trimestre anterior.

Na região Ásia-Pacífico, o resultado ficou estável. Segundo a companhia, o movimento moderado de consumidores na China continental foi compensado por tendências positivas em outros mercados asiáticos.

Na Europa, a receita permaneceu fraca, acompanhando as dificuldades enfrentadas pelo setor de luxo na região.

Em comunicado divulgado com os resultados, o CEO Andrea Guerra afirmou que o terceiro trimestre ocorreu em um ambiente particularmente desafiador para a indústria. O executivo atribuiu a resistência do grupo à atratividade das marcas e à execução das operações de varejo.

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