O Tesouro Direto hoje (22) apresentava forte alta nas taxas dos títulos prefixados e movimento dividido entre os papéis atrelados ao IPCA por volta das 11h07. O maior avanço aparecia no Prefixado 2032, cuja rentabilidade passou de 12,78% para 12,94% ao ano, alta de 0,16 ponto percentual ante a referência de quarta-feira (21).
O Prefixado 2029 subia de 12,60% para 12,75% ao ano, aumento de 0,15 ponto percentual. Já o Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançava de 12,83% para 12,97%, acréscimo de 0,14 ponto.
A elevação das taxas provocava queda nos preços por causa da relação inversa da marcação a mercado. O preço do Prefixado 2032 recuou de R$ 537,71 para R$ 534,05, baixa de aproximadamente 0,68%. No vencimento de 2037, o valor caiu de R$ 881,59 para R$ 875,37, desvalorização de 0,71%.
Entre os títulos indexados à inflação, os vencimentos mais curtos também registravam alta nas rentabilidades. O IPCA+ 2032 passou de IPCA + 6,75% para IPCA + 6,81%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 subiu de IPCA + 6,83% para IPCA + 6,85%.
Os papéis mais longos, entretanto, seguiam na direção contrária. O IPCA+ 2050 apresentava a maior queda, de IPCA + 6,70% para IPCA + 6,63% ao ano. Seu preço unitário avançou de R$ 1.028,01 para R$ 1.044,46, ganho de R$ 16,45, ou aproximadamente 1,60%.
Eleições e petróleo pressionam os juros futuros
A alta dos prefixados acompanhava o avanço dos juros futuros. Por volta das 10h47, o contrato de DI para janeiro de 2029 operava em 12,68%, com elevação de 0,96% na sessão. Os vencimentos de janeiro de 2031 e janeiro de 2032 marcavam 12,70% e 12,755%, respectivamente.
No ambiente doméstico, os investidores adotavam cautela antes de uma nova pesquisa Datafolha, prevista para a noite desta quinta-feira. O levantamento Quaest divulgado na véspera mostrou Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva com 44%, em empate técnico dentro da margem de erro, reduzindo numericamente a vantagem do candidato da oposição.
O cenário externo também pressionava a curva nominal. O petróleo Brent superava US$ 112 por barril diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio e das preocupações com a oferta. A energia mais cara pode dificultar o processo de desaceleração da inflação e manter os juros internacionais elevados por mais tempo.
A combinação de alta nos prefixados e queda nas taxas reais dos IPCA+ longos sugere um ajuste concentrado nas expectativas de inflação. Os prefixados ficam integralmente expostos à perda de poder de compra, enquanto os títulos indexados ao IPCA oferecem proteção contra uma eventual aceleração dos preços.
O ambiente de maior cautela também aparecia nos demais ativos. Por volta das 10h58, o Ibovespa recuava 0,82%, aos 204,8 mil pontos, enquanto o dólar comercial operava próximo de R$ 5,03.
Leia também:
Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 11h07 desta quinta-feira, comparadas com a referência de quarta-feira (21):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 12,75% ao ano — alta de 0,15 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 12,94% ao ano — alta de 0,16 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 12,97% ao ano — alta de 0,14 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0987% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 6,81% — alta de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 6,85% — alta de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 6,69% — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 6,69% — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 6,63% — queda de 0,07 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 6,64% — queda de 0,04 p.p.






