A revista Forbes revelou seu ranking anual dos maiores bilionários do país em 2026, ao todo foram 255 brasileiros com um patrimônio que ultrapassa R$ 1 bilhão. Somadas, a fortuna chega a R$ 1,86 trilhão. Além de apontoar os nomes que lideram o lista, a revista também mostrou as principais movimentações, em comparação com o ano passado, evidenciando os setores e as empresas que concentram os maiores patrimônios do país.
Segundo o veículo, 59,2% dos bilionários aumentaram a sua fortuna em relação à edição anterior, 30,2% perderam parte de riqueza e apenas 10,6% mantiveram a fortuna.
A lista foi elaborada com base em diversas fontes, informações de empresas com ações listadas na bolsa e dados oficiais auditados. Como o levantamento usa informações públicas os patrimônios podem estar subestimados.
Eduardo Luiz Saverin
Pela quarta vez consecutiva o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, lidera a lista de maiores bilionários, mesmo tendo perdido 28,24% de seu patrimônio, de R$ 227 bilhões em 2025 para R$ 162,9 bilhões em 2026.
O cenário competitivo entre as empresas de inteligência artificial provocou uma queda de 16% nas ações da Meta/Facebook nos últimos 12 meses, afetando diretamente o patrimônio de Saverin, mas não o suficiente para tirar a sua liderança.
O brasileiro de 44 anos mora em Singapura desde 2012 e mantém uma vida discreta com pouca exposição pública. Atualmente, ele é proprietário da B Capital, empresa de investimentos focada em startups, que em julho de 2026 lançou o Ascent Fund III, um fundo de capital de risco que captou US$ 500 milhões para investir em startups de inteligência artificial com ênfase em saúde e energia da América do Norte e da Ásia.
Vicky Sarfati Safra e família
Pela segunda vez consecutiva, a viúva greco-brasileira do banqueiro Joseph Safra, morto em 2020, ocupa o segundo lugar da lista. Vicky Safra herdou cerca de metade da fortuna do empresário que durante anos foi o banqueiro mais rico do mundo, e além dela seus filhos Jacob, Esther, Alberto e David também herdaram o patrimônio do pai. Em 2019, Alberto se afastou do grupo para fundar a gestora ASA e no início de 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco.
Em comparação com o ano passado seu patrimônio cresceu cerca de 8,38%, de R$ 120,5 bilhões em 2025 para R$ 130,6 bilhões em 2026. Hoje em dia, Vicky lidera a fundação filantrópica Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation que patrocina saúde, educação e artes.
Jorge Paulo Lemann e família
O fundador e acionista controlador do gigante cervejeiro AB InBev, Jorge Paulo Lemann manteve o terceiro lugar da lista. O bilionário também detém participações em conglomerados internacionais, como o Restaurant Brands International, dona do Burger King e da Tim Hortons, e a São Carlos Empreendimentos, onde seus filhos e os herdeiros dos seus sócios atuam como sócios.
Após um hiato de 3 anos sem nenhum grande negócio a 3G Capital, onde Lemann também é sócio, comprou a empresa americana de tênis Skechers em 2025 por cerca de US$ 9,4 bilhões. O carioca de 86 anos aumentou em 17,61% seu patrimônio em relação ao ano anterior, de R$ 88 bilhões em 2025 para R$ 103,5 bilhões em 2026.
André Santos Esteves
André Esteves começou como estagiário de analista de sistemas no banco Pactual em 1998 e apenas quatro anos depois, se tornou sócio. Em 2005, aos 37 anos, alcançou o status de bilionário. Mas foi em 2009 que tudo mudou, ele liderou os acionistas na recompra do Pactual (que havia sido vendido para o banco Suiço UBS) criando assim o BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina.
Atualmente, Esteves é o principal acionista individual da instituição financeira que teve um lucro liquido ajustado recorde de R$ 15,9 bilhões em 2025, significando uma alta de 34,7% e uma valorização de 33% das ações em relação ao ano anterior. Multiplicando o seu patrimônio em 29,61% em comparação com a lista anterior, de R$ 51 bilhões em 2025 para R$ 66,1 bilhões em 2026.
Fernando Roberto Moreira Salles
O primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles, Fernando Salles mantém o quinto lugar na lista e é acionista do Itaú Unibanco por meio da E. Johnston de Participações, com cerca de 33% das ações do Itaú. Durante uma reestruturação em 2022, ele comprou parte da participação dos irmãos Walther Júnior e João, totalizando 50% de participação nas áreas de atividades culturais.
Além do banco, a família Salles também é dona da mineradora Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder mundial na produção de nióbio. O herdeiro carioca aumentou seu patrimônio em 25,12%, de R$ 40,2 bilhões em 2025 para R$ 50,3 bilhões em 2026.
Pedro Moreira Salles
O terceiro filho do banqueiro Walther Moreira Salles, Pedro Salles, subiu de posição na lista saindo do 7° para o 6° lugar impulsionado pelo crescimento de 22,63% do seu patrimônio, de R$ 38 bilhões em 2025 para R$ 46,6 bilhões em 2026.
Assim como seus irmãos Fernando, Walther Júnior e João, ele também é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações. Em 2022, ele também comprou parte da participação dos irmãos totalizando 44% de participação na EJ e seu filho ficou com 6%.
Pedro é copresidente do conselho de administração do Itaú Unibanco e até fevereiro de 2026, ele também era presidente do conselho de administração da Alpargatas, tendo seu cargo transferido para o seu filho, João Moreira Salles. A renúncia foi motivada pelo seu novo cargo como professor adjunto da Universidade Columbia, nos Estados Unidos.
Max Van Hoegaerden Herrmann Telles
Assumindo a participação do pai, Marcel Herrmann Telles, na AB InBev e na São Carlos Empreendimentos, Max Van Hoegaerden Herrmann Telles, entrou na lista em 2024. Nascido em São Paulo e residindo em Nova York, o bilionário de 30 anos teve sua fortuna ampliada em cerca de 32,42%, de R$ 29,3 bilhões em 2025 para R$ 38,8 bilhões em 2026, saindo do 11º para o 7º lugar na lista.
Miguel Gellert Krigsner
O brasileiro-boliviano Miguel Krigsner chegou em Curitiba com a família de origem judia, que fugida do nazismo, aos 11 anos. Em 1975, ele se graduou em farmácia e bioquímica pela UFPR e, em 1977, fundou uma farmácia de manipulação que deu origem ao O Boticário. A rede pioneira em franquias teve um faturamento recorde de R$ 38,1 bilhões em 2025 e hoje controla as marcas Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beautybox, Vult e O.U.i, entre outras.
Para além do ramo de cosméticos, ele ao lado do seu sócio e cunhado, Artur Grynbaum, investiu na Cia. Tradicional de Comércio, dona de algumas das redes de bares e restaurantes mais conhecidas de São Paulo, como Pirajá, Lanchonete da Cidade e Bráz Pizzaria.
Se mantendo na 8° posição, o empresário teve um crescimento no seu patrimônio de 4,39%, de R$ 34,2 bilhões em 2025 para R$ 35,7 bilhões em 2026.
Carlos Alberto da Veiga Sicupira e família
A crise da Americanas no início de 2023, afetou as atividades e os sócios da 3G Capital, o que vem sustentando o patrimônio dos sócios são as participações na empresa de investimentos na AB InBev. Carlos Alberto Sicupira saiu de 6° para 9° lugar na lista de bilionários e junto isso, seu patrimônio caiu cerca de 9,46%, de R$ 39,1 bilhões em 2025 para R$ 35,4 bilhões em 2026.
Ricardo Castellar de Faria
Ricardo Faria é engenheiro agrônomo pela UFRGS e presidente do conselho da Granja Faria, da Insolo e da RCF Capital, além de presidente da Associação Catarinense de Avicultura. A granja criada em 2006 é a maior produtora no segmento avícola no Brasil, fornecendo cerca de 16 milhões de ovos por dia.
Nos últimos três, ele adquiriu a Hillandale Farms, por US$ 1,1 bilhão, o Grupo Hevo e a gestora Warburg Pincus adquiriu uma participação na Global Eggs, o que elevou o valuation da empresa em US$ 40 bilhões.
Faria saiu da 21° posição para a 10° posição e aumentou sua fortuna em 79,08%, de R$ 19,6 bilhões em 2025 para R$ 35,1 bilhões em 2026.
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