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JURO11 cai abaixo do valor patrimonial, e EQI Research vê oportunidade rara de entrada
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JURO11 cai abaixo do valor patrimonial, e EQI Research vê oportunidade rara de entrada

Após dois cortes seguidos no dividendo, FI-Infra passou a negociar com desconto em relação à cota patrimonial. EQI Research aponta o papel como sua principal escolha do momento

O JURO11, fundo de infraestrutura da gestora Sparta, reduziu o rendimento distribuído de R$ 1 por cota para R$ 0,75 em maio e R$ 0,50 em junho. A redução decorre de uma regra interna do fundo, que só distribui rendimentos quando o valor patrimonial da cota supera R$ 100. Com a cota operando abaixo desse patamar, a tendência é que o fundo também fique sem distribuição em junho.

A operação já havia sido analisada pelo BTG Pactual (BPAC11), em reportagem publicada aqui no portal. Para o banco, a queda reflete principalmente a marcação a mercado e o avanço dos juros reais, sem sinalizar piora na qualidade da carteira do fundo.

Corte programado, não piora de crédito

Para a EQI Research, o diagnóstico segue na mesma direção. A casa de análises considera o perfil da base de cotistas do JURO11, majoritariamente pessoas físicas, mais sensível a oscilações no rendimento mensal do que a fundamentos de crédito propriamente ditos.

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O analista João Zanott, responsável pela cobertura de FI-Infras na EQI Research, defende que a reação do mercado a esse tipo de corte costuma superar o que os números justificam.

“Em nossa visão, essa reação excessiva pode criar uma oportunidade de investimento. Por esse motivo, mantemos a recomendação de compra e vemos o JURO11 como uma de nossas principais preferências dentro do universo de FI-Infras neste momento”, escreve Zanott.

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A tese por trás da recomendação

O relatório mensal da EQI Research aponta que o fundo combina uma carteira diversificada, com exposição a diferentes emissores do setor de infraestrutura, e boa qualidade de crédito, características que normalmente sustentam a cota negociando próxima ou acima do valor patrimonial. A queda recente abriu uma janela pouco comum em um fundo que, segundo a própria equipe, raramente opera com desconto.

Zanott também pondera que a ausência de distribuição em determinado mês não representa, isoladamente, um problema para o investidor de longo prazo.

“Não há diferença econômica entre o fundo distribuir dividendos e reter os recursos para reinvestimento, recompondo o valor patrimonial da cota. Por isso, avaliamos que o fundo representa uma oportunidade interessante neste momento”, afirma o analista.

Quer saber qual é o preço-teto que a EQI Research recomenda para o JURO11, a rentabilidade de proventos projetada para os próximos 12 meses e como o fundo se compara aos demais FI-Infras sob cobertura?

O relatório completo está disponível no aplicativo EQI+. Baixe o app e acompanhe em primeira mão as análises exclusivas da EQI Research.