As ações da Unifique (FIQE3), companhia que oferece serviços de banda larga por meio de fibra óptica, estrearam na B3 (B3SA3) em queda. Às 11h35, os papéis registravam perdas de 0,93%, a R$ 8,52. Entretanto, no início do pregão, chegou a cair 4,07%.
A Unifique precificou os papéis a R$ 8,60 em oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Ou seja, a operação movimentou R$ 818,073 milhões. A faixa indicativa da precificação ia de R$ 8,41 e R$ 10,49.
Os coordenadores foram o Itaú BBA (líder), a XP Investments e o BTG Pactual. Além disso, prevê esforços restritos de colocação das ações no exterior.
A Unifique protocolou o pedido de IPO em maio de 2021 na CVM. A oferta foi primária e secundária. Os recursos obtidos com oferta primária deverão ser igualmente divididos entre crescimento orgânico (40%) e novas aquisições (40%). Os 20% restantes serão usados para demais investimentos.
Sobre a Unifique (FIQE3)
Com atuação principalmente em banda larga e telefonia fixa, a empresa diz que é a maior provedora de fibra óptica no estado de Santa Catarina, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A companhia já cobre mais de 1 milhão de residências e possui mais de 18 mil km de rede de fibra óptica, com um modelo de negócios enxuto e escalável que permitiram a execução de um forte crescimento na região Sul do país.
A empresa foi criada em 1997 no município de Timbó, Santa Catarina, com a marca TPA (Timbó Provedor de Acesso). A tecnologia usada na época era internet discada, com o acesso por meio da linha telefônica. O atendimento iniciou com um colaborador: Fabiano Busnardo, hoje CEO da Unifique.
Em relação ao lucro líquido da empresa, passou de R$ 27,4 milhões em 2018 para R$ 36,5 milhões em 2019 e R$ 50,4 milhões em 2020.
A receita operacional líquida da Unifique totalizou R$ 286,0 milhões em 31 de dezembro de 2020. Ou seja, incremento de 75% em relação ao exercício social anterior (de R$ 163 milhões). Em 2018 a receita foi de R$ 104 milhões.