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Small Caps Summit traz as 7 lendas das empresas de menor capitalização

Small Caps Summit traz as 7 lendas das empresas de menor capitalização

Small Caps Summit traz um tema do imaginário do investidor: há diferenças entre as large caps e as small caps? Saiba as 7 lendas na visão da Trígono.

Na abertura do seu segundo dia, o Small Caps Summit trouxe um tema que sempre está no imaginário do investidor: há diferenças entre as large caps e as small caps? Isso pode representar algum risco ao investir?

Para desmistificar essas questões, Frederico Mesnik, CEO da Trígono Capital, apresentou as 7 lendas lendas das small caps.

Se você quer acompanhar na íntegra a apresentação, clique no link e acesse a transmissão gratuitamente!

As lendas das small caps

Antes de mais nada, dentro da B3 (B3SA3), atualmente, existem 394 empresas listadas, que, retirando as sem representativade, acabam se tornando 255 companhias abertas.

Desse total, boa parte se encontra no Ibovespa ou no indice de SMLL, mas 92 delas estão fora de qualquer um dos índices.

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Isso, de certa forma, mostra o quanto o mercado de capitais brasileiro ainda é pequeno: veja, como exemplo, o Vietnã, que conta com 366, e a Índia com mais de 7 mil companhia.

“Temos ainda um Ibovespa concentrado em empresas financeiras, que equivalem a 26%”, destacou Mesnik, acrescentando que no topo ainda há companhias como Vale e Petrobras.

Adicionalmente, ele comentou que há certas “small caps” no índice brasileiro, que não fazem muito sentido, como é o caso de Embraer, Azul, Br Malls e Via.

“Hoje, ele está mais para um indice que é mid cap, do que de empresas grandes”, disse.

Conforme ele, a maioria das empresas da bolsa são verdadeiramente small caps, valendo menos de R$ 10 bilhões.

Valorização

Entre as vantagens das small caps está o fato de não atrair tanto os interesses das grandes casas de análise, por terem uma menor liquidez ou tamanho reduzido.

“Não tem ninguém cobrindo, dando recomendação, são empresas que ficam, normalmente, esquecidas”, disse, em sua participação no Small Caps Summit.

“Isso proporciona ao gestor uma grande vantagem, possibilitando encontrar diamantes na bolsa, que podem ser lapidados. E ter essa assimetria, entre o que ela realmente vale e como se compra na bolsa, é uma das principais razões”, analisou.

“Uma empresa dobrar de 2 para 4 é mais facil do que de 50 para 100”, acrescentou.

Como exemplo mostrou a valorização no longo prazo de alguns índices:

MSCI World (+223%), MSCI World Value (+227%), MSCI World Growth (+251%), MSCI World Quality (+320%), MSCI World Minimum Volatily (+353%), MSCI World Momentum (+423%) e MSCI World Small Cap (+650%).

Especialmente na Trígono, foi criado um índice, o TRIG, à semelhança da metodologia dos índices do Ibovespa, mas com uma cesta selecionada pela empresa de ações.

Vamos agora as lendas das Small Caps:

Lenda 1 – Maior Risco

Segundo ele, olhando a rentabilidade, entre abril de 2008 e junho de 2021, o Ibovespa se valorizou 87%; o Índice Small Caps, 214%; e o TRIG, +363%.

Já vendo o retorno pelo risco, a relação do Ibovespa é de 3,1, ante 8,6 do SMLL e 17,5 do Trig.

“As verdadeiras small caps têm menos risco do que as empresas maiores da bolsa”, pontuou.

Lenda 2 – Menor Consistência

Mesnik destacou que, entre abril de 2008 e junho de 2021, o índice TRIG superou em 88% das janelas o Ibovespa e o SMLL, 65% das janelas.

Lenda 3 – Melhor fazer market timing

“Não há porque esperar o melhor momento para entrar, vender e ficar operando. Bolsa é um investimento de longo prazo”, disse.

“Grande parte do crescimento está concentrado em poucos meses, o que reforça a tese do horizonte de longo prazo, com o intuito de não perder em movimentos específicos.”

Lenda 4 – Large caps recuperam mais rapidamente

“Não há como afirmar que as ações de menor capitalização tendem a se recuperar mais rapidamente em grandes crises quando comparadas às large caps”.

Veja os exemplos de tempo de recuperação dos índices em grandes momentos de estresse:

Crise de 2008:

SMLL, 381 pregões, TRIG 352 pregões e Ibovespa, 614 pregões;

Joesley Day:

SMLL: 43 pregões, TRIG 40 e Ibovespa, 58;

Covid-19

Ibovespa, 239, TRIG 335 e SMLL, 335 pregões.

Lenda 5 – Small Caps são economicamente mais frágeis

Segundo ele, analisando uma janela de 12 meses verifica-se que índice TRIG possui melhores múltiplos de dívida, caixa, P/L e dividend yield.

“Isso reforça o potencial das empresas de menor capitalização frente às large caps”, afirmou.

Ou seja, as companhia do Ibovespa são mais alavancadas e as menores, além de mais baratas, pagam mais dividendos.

Lenda 6 – Small caps não têm governança

Grandes empresas já causaram grandes estragos aos seus acionistas, mesmo com todos os mecanismos de governança:

  • Sadia e Aracruz, com derivativos; JBS, Petrobras, Braskem com casos de corrupção; colapso das empresas X, de Eike Batista; Vale, com Brumadinho e Mariana.

“Olhando as empresas listadas no Novo Mercado, há uma grande participação das de menor capitalização.”

Lenda 7 – Small caps não têm liquidez

Das 170 empresas do índice TRIG, a liquidez diária média, nos ultimos 12 meses, foi de R$ 23 milhões.

“Mesmo com a crise da Covid, no ano passado, não houve restrição de liquidez. O mercado secundário dessas empresas, menores, gira em torno de R$ 250 bilhões a R$ 300 milhões, de free floar”, acrescenta.

Se você quer saber mais sobre ações Small Caps, preencha o formulário abaixo que um assessor poderá entrar em contato para ofercer as melhores alternativas de investimentos.