Telefonemas entre os presidentes, Trump e Zelensky, teriam levantado suspeitas sobre a lisura do próximo pleito eleitoral americano
Nascido aos 25 dias do mês de janeiro de 1978, Volodymyr Oleksandrovych Zelensky é roteirista, ator e diretor, formado em Direito. Desde maio, adicionou ao seu currículo outra atuação: a de Presidente da Ucrânia. Filho de pais judeus, nunca viu em sua formação a sua forma de subsistência. Na própria faculdade, já se interessava pelas artes cênicas, e nelas encontrou um de seus propósitos de vida.
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Ao estilo Faustão, no show Dança dos Famosos em 2006, Zelensky ficou conhecido entre a população. Foi popularizado em 2015 com uma série de TV no país, onde ironicamente interpretava o Presidente do País. Ele satirizava o extremo nacionalismo ucraniano, defendendo a língua russa e outras línguas regionais do País, sendo popular inclusive na Rússia.
A campanha Zelensky
Em 31 de dezembro de 2018, Volodymyr anunciou que concorreria às eleições presidenciais. Como ocorreu no Brasil, surgiu como um candidato surpresa e pelo discurso populista e de anticorrupção teve uma forte ascensão. No primeiro turno, disputando contra outros 38 candidatos, atingiu 30% dos votos contra 16% de Porochenko, na época presidente do País. Já no segundo turno, confirmou seu favoritismo alcançando 73% dos votos válidos contra apenas 24% do concorrente.
A derrota do ex-presidente foi classificada como um vexame político, sendo explicada pelo discurso anti elitismo político pregado por Volodymyr. Sob uma ótima de manter a filosofia pró-ocidente, o presidente assumiu o País sob críticas de suas propostas serem vagas. Ainda, herdou um País em conflito com tropas separatistas orientais, e necessitando cumprir requisitos com a União Europeia.
O telefonema
Em julho deste ano, o presidente americano teria telefonado ao ucraniano e demandado auxílio na investigação de Hunter Biden, conselheiro de uma empresa de gás no País europeu. Hunter é filho de John Biden, democrata e que atualmente desponta como principal adversário de Trump no próximo pleito eleitoral. Como recompensa pelo auxílio o norte-americano teria prometido ajuda militar.
Consoante o partido democrata, Trump traiu seu juramento, a segurança nacional e a integridade das eleições de 2020. O telefonema estaria incitando a interferência estrangeira no próximo pleito, uma verdadeira ofensa a soberania nacional americana.
O impeachment americano
Historicamente, a figura do impeachment foi utilizada apenas três vezes na trajetória política americana. Andrew Johnson, em 1868, e Bill Clinton, em 1998, foram “condenados” na Câmara, porém absolvidos pelo Senado. Já em 1974, o presidente Richard Nixon renunciou ao mandato durante o processo, antes da própria votação da Câmara. A Carta Magna americana diz que o presidente apenas será destituído em casos de “traição, suborno ou outros altos crimes e convenções”, não sendo estes últimos detalhados. Nos outros casos, foram crimes de abuso de poder ou obstrução de justiça.
A responsabilidade pela aprovação do impeachment cabe à Câmara. Tradicionalmente, a Comissão Judiciária da Casa é autorizada a realizar investigações. Durante esse processo ela pode realizar audiências e ouvir testemunhas, sendo ao fim elaborado um relatório recomendando ao plenário a votação de artigos contra o presidente.
No plenário, é necessária apenas a maioria simples para cada um dos artigos elaborados, sendo eles votados separadamente. Na Câmara, há maioria democrata, entretanto no Senado, maioria republicana. Sendo apenas um dos artigos aprovados, o impeachment acontece. Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, anunciou nesta terça-feira a abertura formal do processo, porém não divulgou os próximos passos.
Os próximos capítulos
Os presidentes Donald Trump e Volodymyr Zelensky devem se encontrar hoje (25) na Assembleia Geral da ONU, acontecendo em Nova York. Por enquanto, o chefe de estado ucraniano e toda sua equipe têm se mantido em silêncio frente ao turbilhão. O presidente brasileiro Jair Bolsonaro, em rápida declaração sobre o episódio, ateve-se a afirmar que Trump “será reeleito no ano que vem”. Eliza Pepper, CIO da XP Private US afirmou que “ainda há muito pela frente, e que os mercados tendem a reagir negativamente” com o crescimento dos democratas as pesquisas.
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