A SOGRA IDEAL é aquela que não mora tao perto que possa vir de chinelos e nem tao longe que possa aparecer com as malas, diz o ditado.
O noticiário político tupiniquim está efervescente nesta semana. O pacto firmado entre governo, Câmara e Senado, que se refletiu na distribuição de recursos da cessão onerosa que conseguiu encontrar um ponto de equilíbrio que agrade estados e municípios, disputa espaço com a “briga de marido e mulher”, palavras de Bolsonaro sobre a crise entre o presidente e seu partido (PSL).
Com apoio praticamente unânime, a Câmara aprovou a PLO (Projeto de Lei Ordinária) sobre a distribuição dos valores do leilão do pré-sal, dando sinal verde para que o Senado finalmente encaminhe a votação da Previdência em segundo turno.
A nova proposta agradou aos governadores de Sul e Sudeste, que pelo texto anterior, dividiriam uma fatia bastante inferior a destinada aos estados da região Norte/Nordeste (76%). Os estados que mais aumentaram suas fatias foram São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além do Rio de Janeiro, o “campeão” que levará aos cofres cerca de R$ 2,3 bilhões.
Bolsonaro deixou o Planalto falando a jornalistas que “Por enquanto está tudo bem. Não tem crise. Briga de marido e mulher” no tocante a questão de sua saída do PSL.
Mas nos bastidores, é nítida a impressão de que o clã Bolsonaro está de olho sim no comando da sigla, como se não tivesse problemas suficientes: Um país com 209 milhões de pessoas para administrar.
Parece mesmo que não será em 2019 que o presidente mudará sua postura de eterno candidato à presidência.
Volatilidade à vista
Inicia-se hoje mais uma rodada de negociações entre americanos e chineses e para variar, o desencontro de informações faz com seja praticamente impossível prever se haverá algum tipo de avanço.
Ontem, o mercado praticamente ignorou a existência da Trade War e tratou de correr atrás do prejuízo, por aqui, o único indicio mais forte de que algo de errado não estava certo, foi o fraco volume negociado (R$12,6 bilhões), sinalizando que o dinheiro estrangeiro aguarda por sinais mais claros nos avanços das negociações e também, no prosseguimento da votação em segundo turno da Reforma da Previdência.
E em dias assim, cabe à indústria de fundos segurar as pontas, uma vez que o cenário de juros baixos que tem aumentado gradativamente a necessidade de uma exposição maior em ativos da bolsa.
“Já estava bom. Diz que ia mudar para melhor. Já não estava muito bom. Estava meio ruim também. Agora parece que piorou”.
A curiosa sequência de frases auto anuláveis de um usuário de serviço público a uma reportagem de TV em São Paulo, virou meme nas redes sociais e pode explicar um pouco o sentimento do mercado sobre o que pode acontecer nesta nova rodada de negociações.
Primeiro, os rumores davam conta de que a Casa Branca priorizará um pacto cambial com os chineses, que seria suficiente para cancelar os aumentos nas tarifas de importação previstos para o próximo dia 15, estendendo-se também para a próxima janela de sobretaxas em dezembro.
Do outro lado, informações davam conta de que a China estaria disposta a ceder neste, que é o ponto chave das tensões entre o comércio dos dois países: A manipulação cambial que desvaloriza o yuan e favorece as exportações.
Mas em seguida, a imprensa internacional divulgou que os chineses preparavam uma visita de médico, em protesto à negativa de visto para as autoridades chinesas e também ao não cancelamento das próximas sobretaxas, a pedido de Donald Trump.
Como resultado, outros rumores surgiram, o de que a delegação chinesa retornasse hoje mesmo, interrompendo a agenda de dois dias, prevista anteriormente. Com isso, os índices futuros das bolsas de NY, oscilaram com intensa volatilidade durante a madrugada.
Ao que tudo indica, a estadia dos chineses em solo americano, está para Donald Trump, como a visita de sogra: Nem tão curta que possam vir de chinelos, nem tão longa que possam vir de malas.
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