Home
Notícias
Estilo e Lazer
Sal do Himalaia vira protagonista em espaços wellness de luxo

Sal do Himalaia vira protagonista em espaços wellness de luxo

Salas de haloterapia combinam sal do Himalaia, iluminação, aromas e música em projetos personalizados que avançam em residências e hotéis de alto padrão

O sal deixou a cozinha para ocupar paredes, pisos e ambientes inteiros dedicados ao relaxamento. Em projetos residenciais e hoteleiros de alto padrão, as chamadas salas de haloterapia começam a ganhar espaço dentro da arquitetura wellness, combinando atmosfera salina, iluminação, aromas, música e design em experiências pensadas para desacelerar.

A haloterapia é uma prática alternativa realizada em ambientes que buscam reproduzir características encontradas em cavernas de sal. Nas salas, partículas salinas são dispersadas de forma controlada, com temperatura e umidade equilibradas. O processo utiliza um equipamento conhecido como halogerador e costuma ser associado a experiências de bem-estar e relaxamento.

Nos projetos de luxo, porém, a experiência também passa pela arquitetura. Paredes revestidas de sal do Himalaia, iluminação cênica, chaise longues e recursos como cromoterapia, aromaterapia e música ajudam a construir espaços nos quais o apelo sensorial ocupa papel central.

Sal, iluminação e estímulos sensoriais

Especializada em design de água e arquitetura wellness, a WATERDESIGN desenvolve esse tipo de ambiente para residências, hotéis e outros empreendimentos de alto padrão.

“A parede de sal do Himalaia se tornou um dos elementos mais emblemáticos da haloterapia, mas sua função vai muito além da estética. A sala é pensada como um todo, a fim de promover estímulos sensoriais para favorecer momentos de pausa, relaxamento e bem-estar”, explica Arthur Mattos, fundador da WATERDESIGN.

Publicidade
Publicidade

Nos projetos da empresa, a solução salina é pulverizada no ar, enquanto paredes e pisos podem receber revestimentos de sal do Himalaia. A iluminação também é planejada para produzir diferentes atmosferas por meio da cromoterapia.

A proposta é criar um ambiente de baixa interferência externa, no qual a própria experiência de permanecer no espaço faz parte do ritual.

“Você entra na sala e só respira. Pode conversar, escutar música ou ler um livro. É um momento para desacelerar”, afirma Mattos.

De 45 minutos a uma hora de pausa

Haloterapia e arquitetura wellness
Divulgação WATERDESIGN

As sessões costumam durar entre 45 e 60 minutos. Durante esse período, o usuário permanece deitado em uma chaise e pode combinar a haloterapia com recursos voltados ao relaxamento.

“Cromoterapia, aromaterapia e musicoterapia são combinadas para criar uma experiência multissensorial. A proposta é estimular diferentes sentidos de forma integrada, criando uma atmosfera capaz de desacelerar o corpo e a mente e favorecer um estado de relaxamento profundo”, explica Mattos.

O tamanho das salas varia conforme o projeto. Há espaços compactos, com cerca de três metros por dois metros, e versões maiores. Em casas, elas costumam ser inseridas em circuitos wellness definidos de acordo com os hábitos e preferências dos moradores. Na hotelaria, entram no portfólio de experiências oferecidas aos hóspedes.

Brasília se destaca no mapa da haloterapia

Entre os mercados atendidos pela empresa, Brasília aparece com destaque. Segundo a WATERDESIGN, já foram desenvolvidos mais de 200 projetos na capital federal.

“Brasília é onde mais realizamos projetos de haloterapia. O clima é muito seco e os próprios clientes indicam para amigos, que conhecem a experiência e procuram a gente”, conta Mattos.

A expansão também chega à hotelaria. Entre os projetos citados pela empresa estão três hotéis ligados ao empresário e estilista Ricardo Almeida e um novo spa em São Paulo.

Para 2026, a WATERDESIGN afirma ter a expectativa de construir entre 70 e 80 salas de haloterapia no Brasil, ante 57 no ano anterior.

Projetos podem chegar a € 75 mil

A personalização ajuda a explicar os valores envolvidos. Uma sala de aproximadamente 12 metros quadrados, projetada para duas ou três pessoas e equipada com parede de sal do Himalaia, chaise e demais elementos, pode custar entre € 60 mil e € 75 mil, segundo a empresa.

O investimento depende dos equipamentos e acabamentos escolhidos. Parte dos componentes empregados é importada da Europa, o que também interfere no orçamento final.

A empresa compara esse processo a uma espécie de alfaiataria aplicada ao wellness. Em cerca de 80% dos projetos, a etapa visual leva de dois a três meses. Depois da aprovação, entram em cena instalações elétricas e hidráulicas, motores e demais sistemas técnicos.

“Somos literalmente uma alfaiataria. Cada projeto é muito personalizado”, afirma Mattos.

Entre blocos de sal iluminados, aromas, música e mobiliário desenhado para o descanso, a haloterapia se encaixa em uma tendência de interiores voltada à criação de áreas específicas para pausas e rituais de bem-estar. Em casas e hotéis de luxo, a sala de sal passa a ocupar um lugar próprio no projeto, transformando o relaxamento em parte da experiência arquitetônica.

Leia também: