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Iguatemi (IGTA3) pretende expandir e-commerce para o Nordeste

Iguatemi (IGTA3) pretende expandir e-commerce para o Nordeste

O CEO da Iguatemi (IGTA3), Carlos Jereissati informou que a companhia pretende levar o Iguatemi 365 para o Nordeste em setembro.

O CEO da Iguatemi (IGTA3) Carlos Jereissati informou que a companhia pretende levar sua operação de e-commerce Iguatemi 365 para o Nordeste em setembro, durante teleconferência realizada com analistas, nesta quarta-feira (05).

No mês de julho, a Iguatemi expandiu a plataforma para Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Goiânia e Campo Grande.

A plataforma vem crescendo, com a entrada de 4 ou 5 marcas por semana. O Iguatemi 365 vai passar das 300 marcas até o final do ano.

O executivo ressalta a entrada de marcas relevantes na plataforma, o que auxilia na expansão do Iguatemi 365 para todo o Brasil.

Faturamento proporcional ao horário de funcionamento

De acordo com Jereissati, o faturamento do shoppings é proporcional ao horário de funcionamento. Um horário maior amplia naturalmente o movimento nas lojas.

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As vendas nos shoppings de São Paulo estão em 70% do total antes da pandemia do coronavírus, disse o CEO.

Apesar do bom desempenho de São Paulo, ele deve melhorar ainda mais com o retorno de escritórios e escolas, destacou o executivo.

Já em Brasília, onde os shoppings podem funcionar por mais tempo, o desempenho está em 80% do total de vendas pré-Covid.

Operação

Atualmente, 12 ativos do Iguatemi estão funcionando. “O pior já ficou para trás”, diz o CEO.

Conforme Jereissati, a inadimplência ficou em torno de 15% no segundo trimestre.

O executivo atribui o resultado à política de descontos concedidas pela empresa e a qualidade dos ativos.

Lucratividade da Iguatemi

A Iguatemi (IGTA3) reportou nesta terça-feira (04) um lucro líquido de R$ 43,6 milhões no segundo trimestre de 2020.

Isso significa uma redução de 23% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

A margem líquida ficou em 28,8% no período, uma redução de 3,2 p.p. em relação ao mesmo período de 2019.

As vendas atingiram R$ 603,6 milhões no trimestre, queda de 82,8% em relação ao mesmo período de 2019.

Já as vendas mesmas lojas (SSS) caíram 70,6% e as vendas mesmas áreas (SAS) caíram 81,6% no trimestre.

Enquanto, os aluguéis mesmas lojas (SSR) declinaram 79,1% e os aluguéis mesmas áreas (SAR) declinaram 79,8% no período.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 19,5 milhões, uma redução de 32,7%.

Conforme a Iguatemi, o resultado foi impactado pela queda da taxa de juros à qual 85% da dívida é indexada.

Dívida

A dívida líquida encerrou o segundo trimestre em R$ 1,6 bilhão.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida ajustado, ficou em 2,6 vezes no final do trimestre, contra 0,11 vezes no mesmo período do ano passado.

Veja os destaques do balanço da Iguatemi (IGTA3):