Tensão entre China e EUA, em conjunto com a indefinição em torno do Brexit leva investidores a posições defensivas no mercado externo.
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Mercado Europeu
As bolsas europeias encerraram sem direção única, pois até o final da tarde na Europa nenhum acordo para o Brexit tinha sido anunciado, mesmo com as intensas negociações em andamento.
O desempenho fraco das bolsas norte-americanas também não contribuiu para um resultado melhor no mercado europeu.
A bolsa mais penalizada foi a de Londres, que tem ações de empresas exportadoras, que foram pressionadas pela libra mais forte, e relacionadas à commodities com descontos nas cotações.
Os dados econômicos divulgados hoje, mostraram que o índice de preços ao consumidor na zona do euro subiu 0,80% no ano até setembro, pouco abaixo do esperado de 0,90%. A variação mensal foi de 0,20%, conforme expectativa.
O núcleo da inflação ao consumidor teve variação anual de 1,00% em setembro, de acordo com o esperado. A variação mensal foi de 0,40%, também de acordo com o esperado.
Alemanha | DAX [+0,32%]
Londres | FTSE 100 [-0,61%]
França | CAC 40 [-0,09%]
Zona do euro | Euro Stoxx 50 [+0,02%]
Itália | FTSE MIB [+0,28%]
EUR/USD [+0,40%] | € 1,1075
Bolsas Norte-americanas
As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, próximas da estabilidade. Além dos indicadores divulgados, pesou também a questão de Hong Kong, após a Câmara dos EUA aprovar uma legislação em defesa dos direitos humanos e da democracia no território semi-autônomo.
A resposta de Xi Jinping foi um duro alerta, quando afirmou que “qualquer esforço para dividir a China terminará com corpos esmagados e ossos moídos em pó”.
A China continuou elevando o tom, com ameaça de retaliar os EUA com “fortes medidas”, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores divulgada hoje na agência estatal de notícias Xinhua.
A queda nas bolsas foi amenizada durante o dia, com a fala de Trump, que desmentiu notícias de que a China só iniciaria as compras agrícolas americanas depois da assinatura da fase 1 do acordo, complementando que os chineses já estão comprando há três semanas.
Diversos dados foram divulgados hoje, também contribuindo para os resultados das bolsas. O livro Bege do FED disse que a economia dos EUA cresceu em ritmo “pequeno a modesto” desde última reunião, e tensões comerciais e a desaceleração global impactaram a atividade econômica nos EUA.
Os gasto das famílias continua sólido, e a atividade industrial está decrescendo. Os estoques das empresas nos EUA, permaneceram estáveis em agosto ante julho, contrariam previsão de alta de 0,2%. O índice de confiança das construtoras nos EUA em outubro subiu a 71 pontos, maior nível desde fevereiro de 2018
O principal indicador que pesou no comportamento do mercado foi as vendas no varejo, que em setembro caíram 0,3% ante agosto, contrariando a previsão de alta de 0,2%. Foi o primeiro recuo em 7 meses.
Dow Jones 30 [-0,08%] | 27.001 pontos
S&P 500 [-0,19%] | 2.990 pontos
Nasdaq [-0,30%] | 8.124 pontos
VIX [+1,03%]
Commodities
O petróleo recupera o seu preço após as quedas do dia anterior. O Ouro também ganha força, com o movimento de proteção dos investidores, contribuído principalmente por dados ruins das vendas no varejo americano.
A referência britânica, o Brent para dezembro encerrou em alta de 1,14%, a US$ 59,42. A referência norte-americana, o WTI para novembro, fechou em alta de 1,04%, a US$ 53,36.
O ouro para dezembro encerrou em alta de 0,70%, a US$ 1.494,00 a onça-troy.
A bolsa brasileira
O monitor do PIB da FGV divulgado nesta manhã mostrou crescimento de 0,9% da economia em agosto, mostrando uma atividade econômica mais forte. A aprovação da sessão onerosa também merece destaque, pois destrava o avanço da reforma da previdência e garante o bom humor do mercado.
O Ibovespa encerrou no positivo pela 6ª vez seguida, com 105.422 pontos, em alta de 0,89%, bem próximo da máxima de 105.462 pontos, após mínima de 103.521 pontos. O volume financeiro foi maior que a média, devido à rolagem dos contratos de índice futuro, totalizando R$ 31,56 bilhões.
O dólar futuro encerra baixa um pouco acentuada de 0,72%, cotado a R$ 4,155. Na máxima, a moeda atingiu R$ 4,191 e na mínima R$ 4,152. O real teve bom desempenho contra o dólar em dia misto para divisas emergentes. A moeda brasileira teve boa performance contra o dólar, após 3 sessões de forte valorização.
- As ações que lideram as altas dentro do índice Bovespa:
Qualicorp (QUAL3) R$ 34,23 | [6,24%]
Eletrobras (ELET3) R$ 36,37 | [4,33%]
Eletrobras (ELET6) R$ 37,90 | [4,01%]
Bradesco (BBDC3) R$ 33,15 | [3,05%]
Cyrela (CYRE3) R$ 26,18 | [2,59%]
- As ações que lideram as baixas dentro do índice Bovespa:
Sid. Nacional (CSNA3) R$ 13,21| [-3,01%]
Vale (VALE3) R$ 46,80 | [-2,32%]
Suzano S.A. (SUZB3) R$ 34,43 | [-1,94%]
Localiza (RENT3) R$ 44,29 | [-1,38%]
Bradespar (BRAP4) R$ 32,03 | [-1,26%]
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