As ações da Braskem (BRKM5) operavam em queda de cerca de 8% nesta sexta-feira, mesmo após a companhia obter uma decisão judicial que suspende, por 60 dias, execuções e constrições relacionadas aos credores financeiros convidados a participar do processo de mediação iniciado pela petroquímica. O movimento do mercado reflete a cautela dos investidores diante dos desafios financeiros enfrentados pela empresa.
A medida foi concedida pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que acolheu o pedido de tutela de urgência cautelar apresentado pela Braskem. A decisão cria um período de proteção para que a companhia possa conduzir negociações com seus credores em busca de uma solução consensual para sua estrutura de capital.
Escopo limitado
Em fato relevante, a Braskem ressaltou que tanto a tutela de urgência quanto o processo de mediação possuem escopo estritamente financeiro e abrangem apenas os credores convidados para as negociações.
A companhia enfatizou ainda que a medida não afeta suas operações nem suas obrigações com fornecedores, clientes e demais stakeholders, que permanecem normalmente vigentes.
Segundo a empresa, o objetivo é preservar um ambiente estável para a continuidade das tratativas financeiras, evitando medidas de execução durante o período de negociação.
Apesar do alívio temporário proporcionado pela decisão judicial, a reação negativa das ações indica que o mercado continua acompanhando com cautela a evolução da situação financeira da Braskem e aguarda sinais mais concretos de uma solução para sua estrutura de capital e de melhora no cenário da indústria petroquímica.
Mediação
Na quinta-feira as ações da Braskem já haviam registrado queda de mais de 10%, após a petroquímica anunciar que iniciou processo de mediação perante a Câmara Wind de Mediação e protocolou pedido de Tutela de Urgência Cautelar perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. As medidas envolvem exclusivamente os credores financeiros da companhia.
Em fato relevante, a Braskem afirmou que as iniciativas “foram ajuizadas com o objetivo de preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento exclusivamente com os referidos credores em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital, alinhada com a posição de liquidez da companhia e as condições da indústria petroquímica global.”
O conselho de administração também aprovou, caso necessário, a adoção de eventuais medidas protetivas no exterior.






