Os Futuros de Nova York operam em terreno negativo nesta manhã de terça-feira (24) com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, em viagem à Ásia, onde está costurando parcerias comerciais com líderes locais.
Isso porque o movimento tem por objetivo diminuir a esfera de influência da China – segunda maior potência comercial do planeta. Até agora, uma dúzia de líderes endossaram o Indo-Pacific Economic Framework.
Outro ponto de inflexão na Região diz respeito à Coréia do Sul, cujo presidente declarou que o tempo de “apaziguar” o vizinho do norte acabou. Trata-se de uma afirmação bastante direta à Coréia do Norte e ao presidente Kim Jong-um.
Esse desenrolar mostra que a geopolítica está mudando, principalmente porque embora seja um país fechado, a Coréia do Norte é financiada pela China e, com sua postura bélica, acaba servindo como “parede invisível” para, assim, impedir o avanço do Ocidente.
Trata-se de uma cultura tentando se sobrepor à outra e, desta forma, implementar uma nova ordem, seja ela comercial, militar ou política. Ou todas juntas. Neste cenário, o investidor tem um olho no gráfico de ações e o outro no noticiário mundial.
Já na Zona do Euro, a Espanha quer fornecer gás à Região em substituição à commodity russa, por conta do conflito no Leste, cujas implicações comerciais podem colocar em xeque o aquecimento das casas em todo o Continente.
Ainda na Zona do Euro, o Banco Central Europeu (BCE) provavelmente aumentará sua taxa de juros para zero ou acima até setembro, disse a presidente Christine Lagarde, ecoando movimentos robustos do Federal Reserve (Fed, espécie de banco central dos EUA), e de outros grandes bancos centrais para eliminar gradualmente as políticas de dinheiro fácil à medida que a inflação esquenta em todo o mundo.
Em relação às bolsas de NY, as ações da Snap puxam o Nasdaq para baixo, depois que a empresa disse que está se preparando para não atingir as metas de lucro e receita no trimestre atual e alertou para uma desaceleração nas contratações.
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Com este pano de fundo, às 6h55 o Dow Jones caía 0,90%, o S&P 500 caía 1,31%, e a Nasdaq caía 1,90%.
Na Europa, o DAX, da Alemanha, caía 1,11%, o FTSE 100, de Londres, caía 0,42%, e o CAC 40, da França, caía 1,24%. Já o FTSE MIB, da Itália, caía 1,08%, e o Stoxx600 caía 1,01%.
Na Ásia, o Nikkei, do Japão, fechou em baixa de 0,94%, o Shanghai, de Xangai, fechou em baixa de 2,41%, e o HSI, de Hong Kong, fechou em baixa de 1,75%. Já o ASX 200, da Austrália, fechou em baixa de 0,28%, e o Kospi, da Coréia do Sul, fechou em baixa de 1,57%.
Do lado das commodities, o petróleo tipo Brent caía 0,23%, cotado a US$ 113,16, e o tipo WTI caía 0,39%, cotado a US$ 109,86. O ouro, por sua vez, subia 0,47%, cotado a US$ 1.856,60, e o minério caía 3,54%, cotado a US$ 124,50.
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O que tá rolando?
O rali do mercado de ontem foi amplo, com 11 setores positivos, liderados pelo financeiro. O setor avançou 3,23% e teve seu melhor dia desde 9 de março.
Do lado dos dados, os investidores estão aguardando as vendas de novas casas e um discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, na cúpula do Centro Nacional para o Desenvolvimento Empresarial Indígena Americano, hoje. Nordstrom, Best Buy e Ralph Lauren também devem divulgar seus ganhos.
Europa
Na Europa, o Fórum Econômico Mundial está ocorrendo em Davos (Suíça) esta semana, reunindo líderes políticos e empresariais de todo o mundo. A cúpula deste ano ocorre após vários anos de pandemia de Covid-19 e em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia, que está no topo da agenda.
Na frente de dados na Europa, os dados do índice dos gerentes de compras (PMI) para a zona do euro em maio devem ser divulgados.
Já o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, disse que seu país – e o sul da Europa de forma mais ampla – poderia fornecer uma resposta ao déficit no fornecimento de gás da Rússia, já que a região procura dobrar as sanções contra Moscou.
Sanchez destacou que a Espanha representa 37% da capacidade total de regaseificação da União Européia — onde o gás natural liquefeito volta a ser o produto-final do gás natural. Ele também disse que a Península Ibérica, ocupada por Espanha e Portugal, abriga cerca de metade do armazenamento de GNL da UE.
Juntamente com o vizinho Portugal, a Espanha introduziu um limite temporário para o preço do gás natural e do carvão – uma medida que os diferencia da maior parte do resto da UE.
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Ásia
Na Ásia, os EUA anunciaram ontem o Quadro Econômico Indo-Pacífico com parceiros asiáticos, incluindo Austrália, Japão e Coréia do Sul. O grupo quer estabelecer regras internacionais sobre economia digital, cadeias de suprimentos, descarbonização e regulamentos aplicáveis aos trabalhadores.
Na China, a inadimplência imobiliária chinesa aumentou tanto que os analistas do Goldman Sachs mudaram para o pior cenário para a parte mais arriscada do mercado.
Vinte e dois emissores de títulos de alto rendimento da China, todos relacionados ao setor imobiliário, deixaram de pagar seus títulos denominados em dólares americanos ou diferiram o pagamento com bolsas de títulos desde o início deste ano, escreveram os analistas Kenneth Ho e Chakki Ting em um relatório.
Eles também aumentaram sua estimativa para a taxa de inadimplência corporativa de alto rendimento da Ásia para 15,5%, acima dos 9,3% anteriores, uma vez que a propriedade chinesa domina a categoria. A nova previsão é ligeiramente inferior à taxa de inadimplência de 17,8% no ano passado, segundo o relatório.
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Brasil
No Brasil o chefe do Poder Executivo demitiu o terceiro presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, com pouco mais de 40 dias no cargo. A informação é do Estadão.
De acordo com o periódico, a troca de comando do Ministério de Minas e Energia, com a escolha de Adolfo Sachsida para substituir Bento Albuquerque, levou a mudanças na diretoria estatal. O anúncio pegou José Mauro Coelho de surpresa, que ficou apenas 41 dias no cargo.
Ainda de acordo com o jornalão, a Cyrela Brazil Realty, do bilionário Elie Horn, criou uma gestora própria, a Cy Capital, para fazer investimentos no mercado imobiliário que vão além do setor de incorporação residencial e são intensivos em capital.
A ideia é aproveitar oportunidades interessantes que passam pelos olhos da direção da Cyrela, mas que ficam de fora dos aportes porque não fazem parte de seu escopo principal, que é construir imóveis residenciais para venda.
Já O Globo destaca que o Banco Pan abre um novo braço de atuação, cruzando a fronteira da saúde. A instituição financeira está lançando o Saúde Pan, um benefício de saúde de preço acessível, que oferece descontos e serviços por R$ 9,90 ao mês.
O alvo são consumidores das classes C, D e E, de olho nos 150 milhões de brasileiros que hoje não contam com plano de saúde. Com isso, o pilar central do negócio é escala — o banco, que é do BTG Pactual, tem uma base de perto de 20 milhões de clientes —, tendo garantido o baixo custo ao deixar de fora serviços de maior complexidade, como atendimento hospitalar, e atuando com uma rede de parceiros.
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Ibovespa
O sinal positivo vindo do exterior contagiou o Ibovespa, que retomou o nível dos 110 mil pontos na sessão do dia 23, ao subir 1,71%, aos 110.346 pontos. As informações são da equipe de research do BTG Pactual.
De acordo com o banco de investimentos, o volume financeiro totalizou R$ 20,35 bilhões, e a melhora da percepção de risco veio com as declarações do presidente americano Joe Biden de que as tarifas comerciais impostas contra a China durante o governo Trump estão sendo reconsideradas.
Em NY, o Dow Jones subiu 1,98%, S&P 500 subiu 1,86% e Nasdaq subiu 1,59%.
Já as principais contribuições positivas do Ibovespa vieram das blue chips. Vale ON (VALE3 +2,04%), Petrobras ON (PETR3 +3,69%) e Petrobras PN (PETR4 +3,93%). Ontem foi a data de corte dos dividendos da Petrobras no valor de R$ 3,71 por ação. Assim, os papéis passam a ser negociados hoje como ex-dividendos.
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,90%
- S&P: -1,31%
- Nasdaq: -1,90%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -1,11%
- FTSE, Reino Unido: -0,42%
- CAC, França: -1,24%
- FTSE MIB, Itália: -1,08%
- Stoxx 600: -1,01%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -0,94%
- Xangai, China: -2,41%
- HSI, Hong Kong: -1,75%
- ASX 200, Austrália: -0,28%
- Kospi, Coreia: -1,57%
Petróleo
- Brent (dezembro 2021): US$ 113,16 (-0,23%)
- WTI (novembro 2021): US$ 109,86 (-0,39%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.856,60 (+0,47%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 124,50 (-3,54%)
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