A Eneva (ENEV3) informou o cancelamento de sua oferta pública de distribuição de debêntures simples referente à quarta emissão no montante de R$ 600 milhões.
Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido de cancelamento do registro acontece em “decorrência da atual conjuntura de mercado desfavorável à realização da oferta”.
De acordo com o comunicado, publicado na sexta-feira (13), à noite, os pedidos de reserva para a aquisição das debêntures serão automaticamente cancelados.
“Caso investidores já tenham efetuado o pagamento do preço de subscrição das debêntures que houver subscrito, referido preço de subscrição será devolvido sem juros ou correção monetária, sem reembolso e com dedução dos valores relativos aos tributos e encargos incidentes, se existentes, no prazo de cinco dias úteis contados da data de divulgação do presente comunicado”.
A oferta, nos termos da instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 400, tinha a participação do Itaú BBA, BB-BI, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citi e XP Investimentos na distribuição.
Aquisição
Na sexta-feira, a Eneva reiterou, por meio de fato relevante, a intenção de prosseguir com as tratativas que viabilizem a “combinação de negócios” com a AES Tietê (TIET11).
No documento, além de ter anunciado a disponibilização de seus administradores e assessores financeiros e legais para negociar com a AES, a Eneva marcou uma reunião, na segunda (16) ou terça-feira (17), para que seja debatida a proposta.
O encontro também servirá para que sejam acertados os termos a forma em que as informações de ambas as companhias ficarão acessíveis, com vistas “a um eventual acordo acerca das bases legais e financeiras da operação”.
A fusão ocorreria por meio de incorporação de ações, em que a Eneva passaria a detentora dos ativos, que inclui o pagamento de R$ 2,8 bilhões aos acionistas da AES Tietê – que corresponderia a 22,58% do capital social da Eneva.
Compra de ações
Na quinta (12), a Eneva comunicou, igualmente por meio de fato relevante, ter adquirido 0,5% das ações. Naquela oportunidade, a companhia afirmou que a aquisição foi feita no contexto da proposta para combinação de negócios entre as empresas “com o objetivo de exercer direitos de acionista e participar de assembleias gerais da AES Tietê”.