A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 2,09% em dezembro na comparação com novembro e subiu 12% no acumulado do ano, encerrando 2021 em R$ 5,613 trilhões, informou o Tesouro.
A DPMFI subiu 2,22% na mesma comparação, para R$ 5,348 trilhões. A DPFE fechou em R$ 264,72 bilhões, com redução de 0,59%.
O impacto dos juros na DPF foi de R$ 46,92 bilhões em dezembro. A emissão líquida foi de R$ 67,91 bilhões. A participação dos estrangeiros na DPMFI subiu para 10,56% em dezembro. A parcela prefixada da DPF aumentou para 28,9%. A parcela corrigida pela inflação caiu para 29,3% e a parcela corrigida pela Selic subiu para 36,83%.
Já a parcela atrelada ao câmbio caiu para 4,96% em dezembro. A parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 21,31% em novembro para 21,02% em dezembro.
O prazo médio da Dívida Pública caiu de 3,92 anos em novembro para 3,84 anos em dezembro. O custo médio da DPF em 12 meses subiu para 8,91% ao ano. O colchão de liquidez aumentou 8,11% em dezembro, para R$ 1,185 trilhão, o suficiente para cobrir os vencimentos da DPF até o fim de 2022, segundo o Tesouro.
Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2022
O Tesouro também divulgou o Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2022, que prevê um estoque da Dívida Pública Federal (DPF) entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões. A meta para papéis prefixados é de 24% a 28% do estoque da DPF. Para os papéis de inflação, a meta será de 27% a 31% do estoque. Os papéis atrelados à Selic devem responder por 38% a 42% do estoque e os papéis de câmbio, entre 3% e 7%.
A meta de prazo médio para a DPF é de 3,8 a 4,2 anos. A meta para vencimentos em 12 meses é de 19% a 23% da DPF. E a necessidade líquida de financiamento do governo em 2022 é de R$ 1,234 trilhão.
Entre as diretrizes estão a manutenção de reserva de liquidez do seu nível prudencial; o aumento do prazo médio de estoque da DPF; a suavização da estrutura de vencimentos, com especial atenção para o curto prazo; e a substituição gradual dos títulos atrelados à Selic por prefixados e atrelados à inflação.