Home
Notícias
Cielo (CIEL3) sobe mais de 10% após declarações do presidente do BB

Cielo (CIEL3) sobe mais de 10% após declarações do presidente do BB

Após a declaração do presidente do Banco do Brasil sobre uma divisão dos ativos do setor de cartões, as ações da Cielo (CIEL3) dispararam 10,47%.

O presidente do Banco do Brasil (BBAS3), Rubem Novaes, informou que o BB está discutindo com o Bradesco (BBDC4) sobre uma potencial divisão dos ativos do setor de cartões que ambos mantêm em conjunto. Após a declaração as ações da Cielo (CIEL3), um dos ativos controlados pelas empresas conjuntamente, dispararam 10,47%.

Novaes disse que as conversar tem o objetivo de “destrinchar sociedades em pagamentos”, sem mais detalhes.

O Banco do Brasil e Bradesco são sócios na bandeira de cartões Elo, na Alelo, no Livelo, na Veloe e na Digio.

De acordo com a Reuters, o BB contratou uma empresa de consultoria para ajudar nas negociações.

A venda seria um bom negócio para Banco do Brasil, enquanto para a Cielo isso poderia representar um aumento de eficiência e consolidação ainda maior no mercado, lembrando que é uma empresa que deu prejuízo recorde no último balanço, disse um operador ouvido pelo jornal Valor.

Publicidade
Publicidade

Segundo a reportagem do Valor, a expectativa é de que o Bradesco assuma sozinho a Cielo.

Já o presidente do Banco do Brasil informou que o Bradesco tem interesse em continuar na Cielo, que continua uma operação relevante para seus negócios. Mas, assumir a participação do Banco do Brasil na empresa não é simples.

BB reduz conta garantida da Cielo

O Banco do Brasil diminuiu sua linha de conta garantida para Cielo de R$ 2 bilhões para R$ 1,75 bilhão.

O banco informou que a operação foi aprovada pelo escalão competente da instituição, sem a participação da Cielo, seus sócios ou administradores.

“Trata-se de operação em que o Bando do Brasil atua como instituição financeira e a Cielo como cliente, sendo que a transação foi considerada adequada pelos comitês internos do Banco do Brasil, levando em conta, notadamente, os aspectos de risco e retorno do negócio”.

O Banco do Brasil reforçou que a precificação da operação foi realizada em critérios técnicos e taxas de mercado, com retorno ajustado ao risco, e que a operação não excede os limites de concentração estabelecidos.