A sazonalização da energia vendida, o início das operações de trading pela CESP Comercializadora, como também a atualização dos contratos indexados ao dólar.
Esses são alguns fatores destacados no balanço da CESP (CESP3), que teve crescimento de 32% de sua receita líquida no segundo trimestre deste ano.
O número chegou a R$ 485,5 milhões, enquanto que em igual período de 2019 o lucro atingiu R$ 368,3 milhões.
Performance positiva
O segundo trimestre apurou lucro líquido de R$ 137,7 milhões, frente ao recuo de R$ 4 milhões, no mesmo período em 2019.
Outro indicador da saúde corporativa, o EBITDA ajustado repetiu a margem de 59% do mesmo período no ano passado.
Margem EBITDA mantida
Pelo conceito de EBITDA Ajustado consolidado de R$287 milhões no segundo trimestre, houve aumento de R$ 68 milhões em relação ao mesmo período de 2019, com margem EBITDA Ajustada de 59%.
Já o EBITDA sem ajuste mostrou um crescimento expressivo de 106%, ou R$ 397,8 milhões, no segundo trimestre, bem acima dos R$ 192,6 milhões apurados em igual período do ano passado.
Fluxo de caixa positivo
Ao mesmo tempo, o balanço da companhia energética registrou geração de R$ 263 milhões de fluxo de caixa operacional, após serviço da dívida, com índice de conversão de caixa de 92% no segundo trimestre.
Custos recuam 30%
Pelo lado dos custos e despesas, houve recuo de 30% entre os períodos comparados, passando de R$ 268,2 milhões no segundo trimestre de 2020 para R$ 187,6 milhões, no 2T20.
Nessa mesma tendência, a dívida líquida teve redução de 13%, indo de R$ 1,4 bilhão (entre abril e junho de 2019) para 1,22 bilhão (no mesmo período deste anos).
Na avaliação da companhia, o segundo trimestre é marcado por “expressivos resultados em todas as nossas frentes de gestão, alinhados às conquistas do primeiro ano após a privatização da CESP”.
Digitalização de processos
Entre os avanços, a empresa destacou que foram dados “importantes passos” no caminho da digitalização de processos e análise de dados, que levem a companhia a um novo patamar de eficiência operacional.
Além de mencionar a importância de adoção de uma “estratégia de sustentabilidade”, a CESP ressaltou a obtenção do certificado para emissão de International Renewable Energy Certificates (I-RECs), o que atesta a origem renovável e garante a rastreabilidade de seu atributo ambiental.
Disponibilidade acima da média
No aspecto operacional, a empresa apresenta índice de disponibilidade médio das usinas de 94,5%, acima, portanto, dos níveis de referência estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Isso indica boa gestão e maior eficiência das usinas”, acrescentou.
Balanço equalizado
Ainda nesse campo, a CESP observa uma equalização do balanço energético de 2020, fruto de uma estratégia acertada na gestão do referido balanço, aliada à sazonalização da garantia física de forma planejada
Inadimplência estável
Apesar dos efeitos negativos da pandemia sobre a economia, o quadro de inadimplência permaneceu inalterado, abrindo margem para renegociações contratuais que não tiveram impactos adicionais nos resultados, “preservando o valor presente dos contratos originais”.
Redução de R$ 1 bi
No que toca ao contencioso passivo, a CESP informa que a estratégia de gestão das ações judiciais, o que permitiu reduzir (antes da correção monetária) em R$1 bilhão, no 2T20, as contingências passivas totais, em relação ao saldo de março deste ano.
Nesse caso, a opção da companhia foi combinar “decisões judiciais favoráveis à CESP e revisão criteriosa do saldo dos casos estratégicos, também decorrentes da evolução processual desses casos no judiciário, mediante uma abordagem mais assertiva e criteriosa na redução do risco”.
No que toca aos custos e despesas operacionais gerenciáveis, houve retração de 26% e 42% nos gastos com pessoal/administração e com materiais/serviços de terceiros/aluguéis, respectivamente.
A Cesp lembrou as dificuldades enfrentadas com a pandemia, em que “a companhia agiu com presteza, adotando medidas preventivas adequadas à preservação da saúde e à segurança de todos seus profissionais”.
Aumente seus ganhos. Consulte nossa Planilha de Monitoramento de Carteira
Estrutura robusta
Segundo a CESP, a “agilidade de reação ao novo ambiente e a robustez de nossa estrutura de capital foram essenciais para mitigarmos os impactos trazidos pelo COVID-19 no semestre”.
Crescimento de 32%
A CESP comenta que a produção de energia elétrica de suas usinas o 2T20 chegou a 966 MW médios, o que representa ligeiro crescimento de 2%, se comparado a igual período do ano anterior.
Apesar de moderado, prossegue a companhia, esse aumento de produção se deve a “fatores sistêmicos ligados à política de despacho praticada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para o Sistema Interligado Nacional (SIN)”.
A companhia destacou os seguintes ativos, em sua apresentação.
Porto Primavera
Potência: 1.540 MW.
Garantia física: 887 MW médios.
Concessão até abril de 2049 (Contrato renovado em abril de 2019).
Município: Rosana (SP).
Área do reservatório: 2.040 km2.
Extensão da barragem: 10,2 km.
Unidades geradoras: 14.
Entrada em operação: 1999.
Paraibuna
Potência: 87 MW.
Garantia física: 48 MW médios.
Concessão até mar/21.
Município: Paraibuna (SP).
Área do reservatório: 177 km2.
Extensão da barragem: 0,5 km.
Unidades geradoras: 2.
Entrada em operação: 1978.
Jaguari
Potência: 28 MW.
Garantia física: 13 MW médios.
Concessão: até mai/20.
Município: São José dos Campos (SP).
Área do reservatório: 56 km2.
Extensão da barragem: 1,0 km.
Unidades geradoras: 2 Entrada em operação: 1972.
Quais os melhores investimentos para 2020? Conheça nossas sugestões aqui






