A CPFL Energia (CPFE3) arrematou nesta sexta-feira (16) a Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T), do Rio Grande do Sul, em leilão na B3.
A oferta apesentada pela companhia elétrica foi 57,13% superior ao valor mínimo de venda da transmissora gaúcha. Este é mais um ativo de energia elétrica do estado que vai para a iniciativa privada.
Antes, o governo gaúcho havia repassado a CEEE-D, braço de distribuição estadual, para a Equatorial (EQTL3). A gestão foi repassada no último dia 14.
Além da CPFL, outras seis empresas apresentaram propostas, sendo que três delas foram qualificadas.
Além da vencedora do certame, foram qualificadas a Companhia Técnica de Comercialização de Energia e MEZ Energia.
CEEE-T: venda realizada em lote único
A venda da empresa de transmissão ocorreu com a alienação de lote único de 6.381.908 ações nominativas, sem valor nominal, de emissão da companhia, de propriedade da Companhia Estadual de Energia Elétrica Participações (CEEE-PAR).
O restante das ações da companhia pertence à Eletrobras (ELET3 ELET6). Mais uma estatal do setor de energia está na fila para ser vendida. Nos próximos meses deve sair o edital da CEEE-G, voltada para geração de energia.
Governador vê mais eficiência na iniciativa privada
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, disse que o estado precisa as atenções para outras prioridades.
E reconheceu que setor privado tem maior capacidade de eficiência na administração de empresas como a transmissora.
Ele afirmou ainda que a privatização de outras estatais como a CEEE-D, de distribuição de energia; a Sulgás, distribuidora de gás natural; e a Companhia Riograndense de Mineração (CRM) faz com que estas possam investir mais em inovação.
No segmento, a companhia vendida nesta sexta tem 56 subestações, que somam potência instalada própria de 10,5 mil MVA, e opera outras 18 unidades.
A empresa também é responsável pela operação e manutenção de 6 mil quilômetros de linhas de transmissão e mais de 15,7 mil estruturas no estado.
O processo de desestatização
A desestatização da companhia foi iniciada em janeiro de 2019, com a elaboração das propostas legislativas necessárias.
Em maio do mesmo ano, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou a retirada da obrigatoriedade de plebiscito para a venda da empresa. Em julho, autorizou a privatização do Grupo CEEE.
Para a elaboração dos estudos e da modelagem do projeto de privatização, o governo do estado firmou contrato com o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.






